A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO
Novembro 20, 2009
A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO
Muitos opinam sobre o crime e as taxas de homicídio; muitos pensam as regiões brasileiras como homogêneas: Sul, Nordeste etc. seriam internamente semelhantes. Não é assim. A violência varia muito dentro da mesma região e as tendências também variam. Não há perfil único nem tendência regional homogênea. Não obstante, há tendências nacionais claras: as taxas brutas de homicídio cresceram linearmente desde 1979 e começaram a descer em 2003, como resultado do Estatuto do Desarmamento. A taxa de 2007 é mais baixa do que a de 2000.
Houve, recentemente, o Primeiro Seminário Nacional sobre Homicídios, em Caruaru, Pernambuco. Uma excelente criminóloga gaúcha, Letícia Maria Schabbach, apresentou um trabalho cobrindo os três estados do Sul durante um amplo período, de 1980 a 2007. Schabbach mostra que a taxa de homicídios por cem mil hbs varia muito de estado para estado, na mesma região, a Sul. Ela é maior no Paraná e menor em Santa Catarina, Há diferenças nas tendências. A taxa paranaense é quase três vezes a catarinense. Em Santa Catarina, a taxa por 100 mil hbs tem flutuado entre 10 e 12, perto do limite considerado aceitável – internacionalmente. Acima de 10 por 100 mil hbs. a OMS considera que existe uma epidemia. Santa Catarina é o estado com a taxa de homicídios mais baixa do país.
Há flutuações na região. Em Santa Catarina são “mini-flutuações”. Já o Paraná sofreu uma explosão de homicídios: a taxa começou a crescer em 1998-1999 e, particularmente, a partir de 2000. Com uma taxa de aproximadamente 30 por cem mil hbs, nos últimos quatro anos analisados (2004 a 2007) o Paraná se tornou mais violento do que o Brasil como um todo. Em 2000 era o 16º estado mais violento, mas em 2007 já era o nono.
O Rio Grande do Sul apresenta um perfil diferente, com flutuações maiores. Houve um crescimento grande entre 1985 e 1991 e uma certa estabilidade durante seis a sete anos. O último ano da série analisada foi 2007, que também foi o mais violento. A situação recente do estado é preocupante.
A análise por décadas mostra como a situação deteriorou no Paraná em anos recentes: na década de 90 o Paraná e o Rio Grande do Sul tinham taxas brutas (sobre o total da população) semelhantes – em verdade, a taxa gaúcha era marginalmente mais alta. Porém, na década seguinte o crescimento dos homicídios no Paraná foi acelerado e a taxa bruta passou de 15,3 para 25,8, substancialmente maior do que a do Rio Grande do Sul.
Olhando para todos os estados brasileiros vemos uma tendência demonstrada muitas vezes – os estados com taxas mais altas numa década tendem a ser os mesmos na década seguinte. Porém, não é uma situação estática – há variações. A autora apresenta dados para todos os anos em que houve censos e contagens sobre todos os estados brasileiros, o que permite ver, com maior segurança, quais os estados nos que o crescimento foi mais acelerado. Os dados confirmam que houve uma explosão homicida em Alagoas (a que fiz alusão neste jornal) que passou do 11º lugar entre os estados brasileiros em 2000 ao 1º em 2007. A taxa bruta alagoana, de 60,6 por cem mil habitantes, é inaceitável. A taxa existente entre 1991 e 2000 era menos da metade do que é hoje – mais do que dobrou.
O Espírito Santo, Pernambuco e o Rio de Janeiro seguiram um padrão diferente. Desde 1980 estão entre os mais violentos. Porém, mesmo entre esses estados com níveis altos e relativamente estáveis de violência, houve mudanças. A taxa bruta do Rio de Janeiro atingiu o auge em 1996, 60 por 100 mil, semelhante à de Alagoas em 2007. O Rio de Janeiro foi o estado mais violento do Brasil naquele ano (posição que ocupou em vários anos da década de 80). Já José Maria Nóbrega mostra que os benefícios do Estatuto do Desarmamento se concentraram no Sudeste e que, no Nordeste, as taxas cresceram ininterruptamente. No Sudeste, as taxas desabaram entre 2003 e 2007, de 36 por cem mil hbs a 23. Usando dados do SIM, organizados pelo Ministério da Saúde, mostra um crescimento entre 2004 e 2007. Segundo a apresentação de outro pesquisador, J. L. Ratton, a situação em Pernambuco começou a ser revertida em 2008, reversão que continua em 2009.
Outra explosão catastrófica da violência homicida se deu no Pará. Em 2000 ocupava o 21º lugar, com uma taxa de 13 por cem mil, aceitável por padrões brasileiros. Em sete anos passou a ser o 7º estado mais violento no país e sua taxa pulou de 13 para 31,2. Na Bahia também cresceu a violência e o estado passou da confortável posição de 23º estado mais violento para 14º.
Há bom exemplos. No ano 2000, São Paulo era o 4º estado mais violento do país; em 2007, é o 25º, o antepenúltimo, acima apenas do Piauí, estado cujas estatísticas não são confiáveis, e de Santa Catarina, o estado com a mais baixa taxa bruta de homicídios do país. A taxa paulista caiu de 42,3 para 15,7. São Paulo se tornou um exemplo internacionalmente famoso de contenção e redução da violência homicida.
O Brasil oferece muitos exemplos de fracassos e sucessos de políticas públicas de controle da violência, em geral, e dos homicídios, em particular. Precisamos estudar muito melhor esses exemplos.
Gláucio Ary Dillon Soares

Os Desaparecidos
Novembro 13, 2009
(publicado n’O GLOBO de 13 de novembro de 2009)
Os Desaparecidos
Há perto de um ano, a sociedade civil organizada se inquietou a respeito dos desaparecimentos no Estado do Rio de Janeiro. Justificadamente assustada com o número, que parecia altíssimo, fez críticas duras ao governo com grande repercussão dentro e fora do Brasil. Os dados existentes eram muito ruins, com muitas falhas. O Instituto de Segurança Pública, que é o órgão responsável pelas pesquisas, análises criminais e capacitação profissional no estado do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Segurança, convidou pesquisadores para ver como saber mais, como responder às perguntas e às justas críticas. Surgiu a idéia de realizar uma pesquisa. Era necessária. Quem eram os desaparecidos? Não se sabia. Quantos reapareciam? Não se sabia. Eram homicídios? Não se sabia. Foi o desconhecimento e a má qualidade dos dados existentes que levou à realização de uma pesquisa sobre os desaparecimentos. Como consultor pro-bono, propuz realizar várias pesquisas menores, mais baratas, em seqüência, além de refinar a base de dados existente, que tem muitas deficiências. Para saber se eram homicídios, comparamos os perfis das vítimas de homicídios com o dos desaparecidos. O passo seguinte, em andamento, é baseado em entrevistas com as pessoas que registraram os desaparecimentos. O terceiro aproveitará outra pesquisa, maior, adicionando perguntas para estimar quantos são os desaparecimentos não registrados. Existem, mas não sabemos quantos são.
A notícia de que havia uma pesquisa sobre desaparecidos, realizada pelo ISP, gerou muitas especulações. As mais radicais afirmavam que muitos, talvez a maioria, eram vítimas de homicídios, cujos corpos não tinham sido encontrados. Essa hipótese, baseada em chute, é errada.
Desaparecimentos e homicídios não são farinha do mesmo saco. A análise de perfís não deixa dúvida: a predominância dos homens é muito maior entre as vítimas de homicídios: 92% vs 62% entre os desaparecidos. As mulheres representam menos de 10% das vítimas de homicídios, mas representam quatro de cada dez desaparecimentos registrados.
A idade também demonstra um perfil muito diferente: em comparação com as vítimas de homicídios: crianças e adolescentes, por um lado, e idosos, pelo outro, são muito mais freqüentes entre os desaparecidos. Há mais desaparecidos nas pontas da idade, entre os muito jovens e os idosos. É um perfil que bate com o de outros países, onde também há muitas crianças e idosos entre os “desaparecidos”. No Rio de Janeiro, os desaparecimentos são registrados pelos pais ou responsáveis, mas os reaparecimentos não. E as crianças estão brincando em casa, mas permanecem no registro dos desaparecidos. Na pesquisa que oriento apareceram muitos casos deste tipo.
Do outro lado da distribuição por idades, a percentagem de desaparecidos cresce depois dos 60 anos, em contraste com o que acontece na população porque as taxas de mortalidade aumentam e quanto maior a idade menor a percentagem sobre o total de pessoas. Os idosos representam 3% da população e 13% dos desaparecidos. Por que cresce a percentagem de desaparecidos nas idades mais avançadas? Por um lado, elas refletem a influência de doenças degenerativas, como a demência e o mal de Alzheimer; pelo outro, elas refletem a dramática perda de status que acompanha as idades avançadas, tanto na sociedade quanto na família. Perdem autonomia, passam a requerer cuidados, mas não há recursos financeiros ou emocionais para cuidá-los bem, alguns começam a vagar pelas ruas e são dados como desaparecidos. Não sabemos tratar nossos idosos – é um problema de direito próprio.
Dados de vários surveys mostraram o tremendo desprestígio das instituições públicas (federais, estaduais e municipais) no Brasil, o que pode fazer com que muitos não relatem os desaparecimentos. É a cidadania amedrontada, encolhida. A redução da cidadania, no Brasil, também se faz sentir na baixíssima percentagem dos que relataram desaparecimentos que se dão ao trabalho de informar o reaparecimento: menos de 2%! A explicação pode residir parcialmente na dificuldade das relações com a polícia, no medo da polícia, e também pode residir parcialmente no clientelismo tradicional de uma cultura política que enfatiza direitos e não deveres, doações de cima e não conquistas de baixo. A cifra é real: 2%; as explicações são, apenas especulações que parecem sensatas. Reitero que esses mesmos fatores podem fazer com muitos desaparecimentos não sejam comunicados às autoridades. Não obstante, entre os que o foram, a grande maioria reapareceu: a pesquisa direta, feita com uma amostra dos que registraram os desaparecimentos, revela que 86% dos desaparecidos tinham reaparecido!
As notícias sobre os desaparecimentos suscitaram outra interpretação errada: os desaparecimento seriam um fenômeno do nosso estado ou, pelo menos, do nosso país. Não é assim. Os desaparecimentos são muito comuns em outros países: na Austrália, cada 15 minutos é registrado um desaparecimento, que totalizam 35 mil pessoas por ano. Noventa e cinco por cento reaparecem em pouco tempo, uma semana. A população da Austrália é de 21 milhões de pessoas. Na Nova Zelândia, a polícia registra oito mil pessoas como desaparecidas por ano. A população na Nova Zelândia é apenas quatro milhões e duzentas mil. O Rio de Janeiro tem perto de 15 milhões e menos de cinco mil desaparecidos. A taxa de desaparecidos na Austrália é de 167 por cem mil; é de 190 por cem mil na Nova Zelândia e, no Rio de Janeiro, arredondando, ela é de 33 por cem mil. As taxas são muito mais altas na Austrália e na Nova Zelândia. Porém, isso não significa que realmente desapareçam muito mais pessoas na Austrália e na Nova Zelândia, mas que a população australiana e a neozelandesa relatam os desaparecimentos em maior número e mais rapidamente.
As lições dessa pesquisa, e dos números que ela produziu, vão além da descrição e das explicações para os desaparecimentos. As reações negativas aos primeiros resultados foram além da realidade. Mostraram que o imaginário da mídia e da população é pior do que a própria realidade que é, reconhecidamente, muito ruim. Num cenário em que as instituições públicas estão desacreditadas, exageramos o pessimismo das nossas interpretações.Sou um dos poucos otimistas que a onda pessimista não afogou. Considero que a própria realização de uma pesquisa em área tão sensível revela um desejo de acertar. Valorizo o fato de que, em parte, a pesquisa foi uma resposta positiva às pressões da sociedade civil. Seus primeiros resultados dissolveram nossos maiores medos. Se buscarmos, veremos que há muitas iniciativas positivas variadas em vários pontos do país. O Brasil tem jeito!
Gláucio Ary Dillon Soares
Bons resultados em Pernambuco
Outubro 3, 2009
<span style=”font-weight:bold;”>Recebi, de Jorge Zaverucha, o seguinte artigo publicado localmente em 03.10.2009 Queda do número de assassinatos chegou a 22,34% na comparação entre os primeiros nove meses deste ano e o mesmo período de 2008 Nos nove primeiros meses desse ano, o governo do Estado registrou uma redução inédita no número de homicídios em Pernambuco. De janeiro a setembro foram 871 assassinatos a menos se comparado com o mesmo período do ano passado. Uma diminuição de 22,34%. Isso significa que pela primeira vez desde que o Pacto pela Vida entrou em vigor, em maio de 2007, o Estado pode terminar um ano alcançando a meta de 12% de redução dos chamados crimes violentos letais intencionais (CVLI). De janeiro a setembro de 2008, o governo registrou 3.898 assassinatos. No mesmo período deste ano, a quantidade ficou em 3.027. Antes de 2009 acabar, no entanto, esse já pode ser considerado o melhor resultado no combate aos homicídios desde 2003, quando uma nova metodologia de contagem de CVLIs começou a ser implantada. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) também mostram que pelo décimo mês consecutivo, a quantidade de assassinatos diminui em Pernambuco. A queda teve início em dezembro do ano passado e não parou mais. De acordo com a SDS, o mês de setembro registrou uma diminuição de 28% na quantidade de assassinatos quando comparado ao mesmo mês de 2008. Além disso, pela primeira vez em seis anos, um mês terminou com menos de 300 homicídios. Os números estão sendo muito comemorados pela SDS, já que de 2007 para 2008, a redução não passou dos 2%. Em entrevista à Rede Globo, o secretário Servilho Paiva destacou o trabalho de gestão implantado pelo governo do Estado. “Muito trabalho de gestão, de busca pelas metas de cobrança e resultados, de acompanhamento de focos específicos. Enfim, o resultado é fruto de um modelo de gestão acompanhado pelo patrocínio do governador do Estado em relação à segurança pública”, explicou. O novo modelo de gestão da SDS, implantado no ano passado, consiste no acompanhamento dos resultados e cobrança direta dos gestores de cada região. O monitoramento de desempenho funciona da seguinte forma: o Estado foi dividido em 217 circunscrições. Na capital, uma circunscrição corresponde a um agrupamento de vários bairros. No interior, elas podem corresponder até a um município inteiro. Cada uma das circunscrições tem um delegado e um oficial da Polícia Militar como gestores. Esses policiais precisam prestar conta semanalmente sobre os índices de crimes violentos letais intencionais em suas jurisdições. Uma vez por mês, delegados e oficiais prestam conta diretamente ao governador Eduardo Campos. Jorge Zaverucha, Ph.D.</span>
Os benefícios da participação-cidadã
Setembro 15, 2009
Tenho publicado – e pretendo continuar – algumas notícias enviadas pelo Zeca Borges, que ilustram a relevância da participação cidadã no micro-nível das políticas públicas. As que relato abaixo são alguns exemplos, entre muitos: Após receber informações passadas pelo Disque-Denúncia (2253-1177), uma guarnição do Grupamento de Ações Táticas (Gat) do 14º BPM (Bangu) apreendeu, por volta das 5h30 deste domingo, um fuzil calibre 7.62mm, 20 munições para a arma, um carregador de fuzil e um rádio transmissor, na favela da Coréia, em Senador Camará. Polícia apreende drogas em Realengo

Depressão e suicidio por Roger Ancillotti
Setembro 14, 2009
Morreremos de medo?
Em tempos de gripe e violência, o Brasil se depara com notícias profetizando pandemias de depressão e medo.Então, recordo-me do poeta Carlos Drummond de Andrade em seu Congresso Internacional do Medo:
“Provisoriamente não cantaremos o amor,
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.”
Em duas décadas a depressão deverá ser o maior problema de saúde pública no mundo. Estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1º de setembro, aponta que a doença afetará mais pessoas que qualquer outra, incluindo o câncer. O problema também afetará os governos, que deverão arcar com os custos de tratamento da população.
A “epidemia silenciosa”, como chama Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, deve afetar mais os países pobres, onde são registrados mais diagnósticos. O médico acredita que a depressão é como qualquer outra doença e que a população tem direito de ser tratada e aconselhada sobre formas de se curar. No mundo, 450 milhões de pessoas sofrem de alguma espécie de distúrbio mental.
Estresse, medo e depressão estão intimamente interligados. A exposição a fatores estressantes tem papel importante no desenvolvimento de transtornos depressivos. Os mecanismos envolvidos nesta relação, no entanto, ainda são pouco conhecidos.
Mas, o que é o estresse? O termo estresse, tomado de empréstimo da física, foi empregado em 1936 pela primeira vez por Hans Selye para descrever uma ameaça real ou potencial à homeostasia, que seria o equilíbrio dinâmico do funcionamento físico e/ou mental. O estresse e a depressão são dois desequilíbrios emocionais que se transformam em doença com muita facilidade, quando não tratados em tempo. Existem fatores que podem contribuir para o estresse como barulho, poluição, locais muito quentes, muito frios, falta de espaço, violência.
A má alimentação, o comer rapidamente entre ou durante as atividades, a falta de exercícios e o sedentarismo também são fortes candidatos ao estresse, além da ingestão excessiva de medicamentos, a automedicação, o uso de drogas, álcool e cigarro.
O estresse não acontece somente por motivos de excesso de trabalho, mas também pela insatisfação e pela falta de prazer naquilo que se faz. Já a depressão manifesta-se por medo aguçado, tristeza, cansaço, perda da apetite, baixa auto estima, ansiedade, agressividade etc.Pode ser associada ao pânico, provocando taquicardia, tremores e náuseas.
Vimos hoje professores ensinando em áreas de risco, conflagradas, onde às vezes o único sinal do estado é a surrada escola pública, onde as crianças têm o primeiro contato com a cidadania. Estas comunidades são visitadas, muito frequentemente, por outra presença estadual que são as forças de segurança, e neste dia, a escola não funciona.Os professores que já estão na mesma, lá se abrigam entre tiros.Haja medo!
As companhias que prestam serviços de eletricidade, gás, luz, mesmo escoltadas pela polícia, são rechaçadas à bala. Haja estresse! Questionam os governantes o porquê de tantos afastamentos por problemas psicossomáticos.
Da mesma forma que professores e médicos, os policiais também têm medo, estresse e depressão. A Infortunística, ciência que estuda as doenças do trabalho, nos ensina sobre o risco profissional, que pode ser genérico – incide sobre todas as pessoas, independentes das suas ocupações, por exemplo, um acidente no percurso de ida e volta ao trabalho -, específico – depende da natureza da função e da natureza do trabalho como os operadores de máquina – e genérico agravado – é a condição normal de trabalho agravada por um risco adicional externo, como o fato de ser médico em uma comunidade violenta. Haja depressão!
Sabe-se que a maioria dos casos de depressão ocorre em pessoas com menos de 45 anos de idade. Cerca de 50% dos casos de suicídio estão associados à depressão. Por motivos éticos óbvios as diversas mídias não costumam noticiar esta modalidade de morte.Como diria outro poeta, Chico Buarque, “a dor da gente não sai no jornal”…

Depressão e suicidio por Roger Ancillotti
Setembro 14, 2009
Morreremos de medo?
Em tempos de gripe e violência, o Brasil se depara com notícias profetizando pandemias de depressão e medo.Então, recordo-me do poeta Carlos Drummond de Andrade em seu Congresso Internacional do Medo:
“Provisoriamente não cantaremos o amor,
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.”
Em duas décadas a depressão deverá ser o maior problema de saúde pública no mundo. Estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1º de setembro, aponta que a doença afetará mais pessoas que qualquer outra, incluindo o câncer. O problema também afetará os governos, que deverão arcar com os custos de tratamento da população.
A “epidemia silenciosa”, como chama Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, deve afetar mais os países pobres, onde são registrados mais diagnósticos. O médico acredita que a depressão é como qualquer outra doença e que a população tem direito de ser tratada e aconselhada sobre formas de se curar. No mundo, 450 milhões de pessoas sofrem de alguma espécie de distúrbio mental.
Estresse, medo e depressão estão intimamente interligados. A exposição a fatores estressantes tem papel importante no desenvolvimento de transtornos depressivos. Os mecanismos envolvidos nesta relação, no entanto, ainda são pouco conhecidos.
Mas, o que é o estresse? O termo estresse, tomado de empréstimo da física, foi empregado em 1936 pela primeira vez por Hans Selye para descrever uma ameaça real ou potencial à homeostasia, que seria o equilíbrio dinâmico do funcionamento físico e/ou mental. O estresse e a depressão são dois desequilíbrios emocionais que se transformam em doença com muita facilidade, quando não tratados em tempo. Existem fatores que podem contribuir para o estresse como barulho, poluição, locais muito quentes, muito frios, falta de espaço, violência.
A má alimentação, o comer rapidamente entre ou durante as atividades, a falta de exercícios e o sedentarismo também são fortes candidatos ao estresse, além da ingestão excessiva de medicamentos, a automedicação, o uso de drogas, álcool e cigarro.
O estresse não acontece somente por motivos de excesso de trabalho, mas também pela insatisfação e pela falta de prazer naquilo que se faz. Já a depressão manifesta-se por medo aguçado, tristeza, cansaço, perda da apetite, baixa auto estima, ansiedade, agressividade etc.Pode ser associada ao pânico, provocando taquicardia, tremores e náuseas.
Vimos hoje professores ensinando em áreas de risco, conflagradas, onde às vezes o único sinal do estado é a surrada escola pública, onde as crianças têm o primeiro contato com a cidadania. Estas comunidades são visitadas, muito frequentemente, por outra presença estadual que são as forças de segurança, e neste dia, a escola não funciona.Os professores que já estão na mesma, lá se abrigam entre tiros.Haja medo!
As companhias que prestam serviços de eletricidade, gás, luz, mesmo escoltadas pela polícia, são rechaçadas à bala. Haja estresse! Questionam os governantes o porquê de tantos afastamentos por problemas psicossomáticos.
Da mesma forma que professores e médicos, os policiais também têm medo, estresse e depressão. A Infortunística, ciência que estuda as doenças do trabalho, nos ensina sobre o risco profissional, que pode ser genérico – incide sobre todas as pessoas, independentes das suas ocupações, por exemplo, um acidente no percurso de ida e volta ao trabalho -, específico – depende da natureza da função e da natureza do trabalho como os operadores de máquina – e genérico agravado – é a condição normal de trabalho agravada por um risco adicional externo, como o fato de ser médico em uma comunidade violenta. Haja depressão!
Sabe-se que a maioria dos casos de depressão ocorre em pessoas com menos de 45 anos de idade. Cerca de 50% dos casos de suicídio estão associados à depressão. Por motivos éticos óbvios as diversas mídias não costumam noticiar esta modalidade de morte.Como diria outro poeta, Chico Buarque, “a dor da gente não sai no jornal”…

Suicídio: falar é avisar
Setembro 7, 2009
Os suicidas com muita frequência falam do suicídiio. Uma pesquisa feita na Irlanda mostra que perto de 80% dos que se matam falam em se matar antes de efetivamente o fazerem. A pesquisa foi divulgada na Irlanda. Podem conversar muito tempo antes do suicídio, mas a grande maioria fala (também) nas duas semanas que o antecedem.
A pesquisa foi feita com perto de 200 parentes de 400 vítimas. É uma pesquisa ampla, que trará outras conclusões e é conduzida por Kevin Malone e Séamus McGuinness. Duas outras conclusões são: na Irlanda, país católico, há doença mental séria em 70% dos casos de suicídio. Em 40% houve uma tentativa prévia. Malone diz que os resultados mostram que asa pessoas dão dicas, às vezes explícitas, das suas intenções, mas muitas passa desapercebidas. Uma campanha de prevenção requer ateneção a fatores como estes. O alcoolismo éooutro fator importante: um em cada seis suicídios em alcoolismo no meio. Confirmando o que foi demonstrado dezenas ou centenas de vezes, a idade é um favor, mas não na direção esperada: a maioria tinha menos de 30 anos. A pesquisa sobre suicídios entre 2003 e 2008.

Índice de violência cai pelo 9º mês consecutivo em Pernambuco
Setembro 4, 2009
Entre dezembro de 2008 a agosto de 2009, índices vêm registrando queda. No acumulado do ano, redução chegou a 9,9% Pela primeira vez, em seis anos, Pernambuco registrou uma queda no índice de homicídios, por nove meses seguidos. Matéria publicada no Jornal do Commercio desta quinta-feira (03) aponta as ações, adotadas pelo Governo do Estado, que resultam na redução da violência. Leia a íntegra da matéria da edição de hoje – 03/09/2009 – do Jornal do Commercio: Violência cai pelo 9º mês consecutivo De dezembro de 2008 a agosto de 2009, índices vêm registrando queda. No acumulado do ano, redução chegou a 9,9% Eduardo Machado Pela primeira vez desde que o número de homicídios em Pernambuco passou a ser acompanhado mês a mês, no ano de 2003, o Estado registrou nove meses seguidos de redução no número de assassinatos (período entre dezembro de 2008 e agosto de 2009). De janeiro a agosto de 2009, a queda acumulada na taxa de crimes violentos letais intencionais (soma dos homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte) chegou a 9,9%, em comparação com os oito primeiros meses de 2008. De acordo com o secretário de Defesa Social, Servilho Paiva, o enfrentamento da violência não se resume ao trabalho da polícia, mas 70% da redução obtida estariam diretamente ligados ao novo modelo de gestão implantado no fim do ano passado. “Não temos mais espaço para achismo. Agora, planejamos, executamos e acompanhamos nossas estratégias focalizando uma meta, para cada área do Estado”, explicou Servilho. A tendência é que a redução no fim do ano supere os dois dígitos. Bem acima dos 2% atingidos em 2007 e 2008. “Isso só vai ser possível em 2009, porque toda uma série de projetos, ações, mudanças e parcerias vem sendo desenvolvida há mais de dois anos. Somente após uma base sólida construída foi possível colocar esse modelo de gestão em prática”, atestou o secretário. O monitoramento de desempenho da área de segurança em Pernambuco funciona da seguinte forma: o Estado foi dividido em 217 circunscrições. Na capital, uma circunscrição corresponde a um agrupamento de bairros. No interior, elas podem corresponder até a um município inteiro. Cada uma das circunscrições tem um delegado e um oficial da PM como gestores. Esses policiais precisam prestar conta semanalmente sobre os índices de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em suas jurisdições. Acima dos gestores de circunscrições estão os gestores de 26 áreas, que, por sua vez, respondem a gerentes de cinco territórios, subordinados diretamente ao chefe de Polícia Civil e ao comandante da Polícia Militar. Os dois comandantes se reportam ao secretário de Defesa Social, que responde ao governador. Uma vez por mês, o governador Eduardo Campos comanda uma reunião onde os dados de CVLI de todo o Estado são monitorados. As áreas que atingem as metas ganham a cor verde. As que registram aumento da violência ficam vermelhas. “Essa reunião mensal com o governador pode e deve ser reproduzida, em escala menor, semanalmente pelos gestores de circunscrições lá na ponta. Há toda uma cadeia de comando que permite um monitoramento e uma pronta intervenção nos locais onde os resultados não estejam satisfatórios”, complementou Servilho Paiva. Outro diferencial do novo modelo de gestão é que um programa de computador permite que o secretário tenha informações atualizadas semanalmente sobre cada área. As telas mostram a foto dos gestores, o mapa de sua jurisdição, o número de CVLI no período anterior, a meta pretendida e o número obtido. “Os gestores não recebem área de responsabilidade e fazem o que acham melhor. Temos uma série de operações que precisam ser desenvolvidas semanalmente. Por exemplo, uma quantidade determinada de mandados de prisão a serem cumpridos ou de inquéritos remetidos à Justiça com autoria concluídos. A prática tem mostrado que aqueles que realizam suas ações dentro do planejado, ficam dentro da meta”, concluiu Servilho. Arma do governo são as atividades de inclusão social Leonardo, Weidson e Altair têm várias coisas em comum. São moradores de Santo Amaro, área central do Recife, estudam na Escola Estadual Aníbal Fernandes, fazem um curso profissionalizante e já tiveram parentes próximos assassinados. Leonardo e Weidson perderam o irmão. Altair, o primo. Hoje eles tentam se desviar da estatística esticando o tempo na escola com a prática de esportes e a participação em um curso profissionalizante. “No ano passado, tivemos três alunos assassinados. Em 2009, não ocorreu nenhum episódio grave de violência contra nossos estudantes. Sentimos que é o começo de uma nova fase”, afirmou o diretor da Escola Estadual Aníbal Fernandes, Gilvan Tavares. A escola tem 1.300 alunos, da 5ª série ao ensino médio. Durante a semana, a prática de esportes é incentivada, nos horários em que os estudantes estejam fora de aula. Os jovens também passaram a ter acesso a cursos profissionalizantes recebendo bolsa mensal de R$ 100. “O meu irmão tinha 21 anos quando foi morto. Atiraram nele dentro de casa. A gente quer ficar longe dessas coisas. A escola é um lugar bom pra isso”, afirmou Leonardo dos Santos, 17. “Quero fazer a oficina de grafitagem e de rádio”, completou Weidson José do Carmo, 17. Altair se empolgou com o valor da bolsa. “Esse dinheiro dá para a gente ajudar um pouco em casa, enquanto está aprendendo.” No comparativo entre 2008 e 2009 (janeiro a agosto), foram assassinados 30 jovens a menos em Santo Amaro este ano do que no ano passado. Por enquanto, Weidson, Leonardo e Altair podem continuar sonhando. Fonte: Jornal do Commercio – 03.09.2009
O aumento das opções de atividades para os jovens é uma das armas do governo do Estado na tentativa de impulsionar a redução nos homicídios. Em Santo Amaro, tradicionalmente um bairro violento da capital pernambucana, a estratégia fez com que a diminuição na taxa de assassinatos chegasse a 47,8%, comparando de janeiro a agosto de 2009 com o mesmo período de 2008. No Ibura, outro bairro incluído no projeto Governo Presente, a queda atingiu 24,3%.

Cai a violência em Pernambuco
Setembro 4, 2009
Índice de violência cai pelo 9º mês consecutivo
Entre dezembro de 2008 a agosto de 2009, índices vêm registrando queda. No acumulado do ano, redução chegou a 9,9%
Pela primeira vez, em seis anos, Pernambuco registrou uma queda no índice de homicídios, por nove meses seguidos. Matéria publicada no Jornal do Commercio desta quinta-feira (03) aponta as ações, adotadas pelo Governo do Estado, que resultam na redução da violência.
Leia a íntegra da matéria da edição de hoje – 03/09/2009 – do Jornal do Commercio:
Violência cai pelo 9º mês consecutivo
De dezembro de 2008 a agosto de 2009, índices vêm registrando queda. No acumulado do ano, redução chegou a 9,9%
Eduardo Machado
Pela primeira vez desde que o número de homicídios em Pernambuco passou a ser acompanhado mês a mês, no ano de 2003, o Estado registrou nove meses seguidos de redução no número de assassinatos (período entre dezembro de 2008 e agosto de 2009). De janeiro a agosto de 2009, a queda acumulada na taxa de crimes violentos letais intencionais (soma dos homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte) chegou a 9,9%, em comparação com os oito primeiros meses de 2008.
De acordo com o secretário de Defesa Social, Servilho Paiva, o enfrentamento da violência não se resume ao trabalho da polícia, mas 70% da redução obtida estariam diretamente ligados ao novo modelo de gestão implantado no fim do ano passado. “Não temos mais espaço para achismo. Agora, planejamos, executamos e acompanhamos nossas estratégias focalizando uma meta, para cada área do Estado”, explicou Servilho.
A tendência é que a redução no fim do ano supere os dois dígitos. Bem acima dos 2% atingidos em 2007 e 2008. “Isso só vai ser possível em 2009, porque toda uma série de projetos, ações, mudanças e parcerias vem sendo desenvolvida há mais de dois anos. Somente após uma base sólida construída foi possível colocar esse modelo de gestão em prática”, atestou o secretário.
O monitoramento de desempenho da área de segurança em Pernambuco funciona da seguinte forma: o Estado foi dividido em 217 circunscrições. Na capital, uma circunscrição corresponde a um agrupamento de bairros. No interior, elas podem corresponder até a um município inteiro. Cada uma das circunscrições tem um delegado e um oficial da PM como gestores. Esses policiais precisam prestar conta semanalmente sobre os índices de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em suas jurisdições.
Acima dos gestores de circunscrições estão os gestores de 26 áreas, que, por sua vez, respondem a gerentes de cinco territórios, subordinados diretamente ao chefe de Polícia Civil e ao comandante da Polícia Militar. Os dois comandantes se reportam ao secretário de Defesa Social, que responde ao governador.
Uma vez por mês, o governador Eduardo Campos comanda uma reunião onde os dados de CVLI de todo o Estado são monitorados. As áreas que atingem as metas ganham a cor verde. As que registram aumento da violência ficam vermelhas.
“Essa reunião mensal com o governador pode e deve ser reproduzida, em escala menor, semanalmente pelos gestores de circunscrições lá na ponta. Há toda uma cadeia de comando que permite um monitoramento e uma pronta intervenção nos locais onde os resultados não estejam satisfatórios”, complementou Servilho Paiva.
Outro diferencial do novo modelo de gestão é que um programa de computador permite que o secretário tenha informações atualizadas semanalmente sobre cada área. As telas mostram a foto dos gestores, o mapa de sua jurisdição, o número de CVLI no período anterior, a meta pretendida e o número obtido.
“Os gestores não recebem área de responsabilidade e fazem o que acham melhor. Temos uma série de operações que precisam ser desenvolvidas semanalmente. Por exemplo, uma quantidade determinada de mandados de prisão a serem cumpridos ou de inquéritos remetidos à Justiça com autoria concluídos. A prática tem mostrado que aqueles que realizam suas ações dentro do planejado, ficam dentro da meta”, concluiu Servilho.
Arma do governo são as atividades de inclusão social
Leonardo, Weidson e Altair têm várias coisas em comum. São moradores de Santo Amaro, área central do Recife, estudam na Escola Estadual Aníbal Fernandes, fazem um curso profissionalizante e já tiveram parentes próximos assassinados. Leonardo e Weidson perderam o irmão. Altair, o primo. Hoje eles tentam se desviar da estatística esticando o tempo na escola com a prática de esportes e a participação em um curso profissionalizante.
O aumento das opções de atividades para os jovens é uma das armas do governo do Estado na tentativa de impulsionar a redução nos homicídios. Em Santo Amaro, tradicionalmente um bairro violento da capital pernambucana, a estratégia fez com que a diminuição na taxa de assassinatos chegasse a 47,8%, comparando de janeiro a agosto de 2009 com o mesmo período de 2008. No Ibura, outro bairro incluído no projeto Governo Presente, a queda atingiu 24,3%.
“No ano passado, tivemos três alunos assassinados. Em 2009, não ocorreu nenhum episódio grave de violência contra nossos estudantes. Sentimos que é o começo de uma nova fase”, afirmou o diretor da Escola Estadual Aníbal Fernandes, Gilvan Tavares.
A escola tem 1.300 alunos, da 5ª série ao ensino médio. Durante a semana, a prática de esportes é incentivada, nos horários em que os estudantes estejam fora de aula. Os jovens também passaram a ter acesso a cursos profissionalizantes recebendo bolsa mensal de R$ 100.
“O meu irmão tinha 21 anos quando foi morto. Atiraram nele dentro de casa. A gente quer ficar longe dessas coisas. A escola é um lugar bom pra isso”, afirmou Leonardo dos Santos, 17.
“Quero fazer a oficina de grafitagem e de rádio”, completou Weidson José do Carmo, 17. Altair se empolgou com o valor da bolsa. “Esse dinheiro dá para a gente ajudar um pouco em casa, enquanto está aprendendo.”
No comparativo entre 2008 e 2009 (janeiro a agosto), foram assassinados 30 jovens a menos em Santo Amaro este ano do que no ano passado. Por enquanto, Weidson, Leonardo e Altair podem continuar sonhando.
Fonte: Jornal do Commercio – 03.09.2009