Gastos com gasolina dos deputados e pesquisa para melhorar o diagnóstico e o tratamento do câncer
Novembro 2, 2007
Um dos problemas mais sérios dos cânceres é a descoberta tardia, quando o câncer já se espalhou. O exame de PSA, fácil de fazer, relativamente barato, foi um avanço importante, mas ainda é feito tarde e deixa muitos falsos positivos e falsos negativos. Agora há um teste novo sendo desenvolvido que poderá facilitar o diagnóstico e o tratamento, sendo desenvolvido no Fraunhofer Institute for Biomedical Technology IBMT em St. Ingbert, que conta com uma dotação de 2,2 milhões de euros da UE. Usam laser diretamente no tecido, o que provoca o aquecimento e a expansão do mesmo. Para diferenciar células cancerosas de células sadias, usam nano-partículas de ouro, muito, muito pequenas, que aparecem mais brilhantes do que as células porque o ouro absorve muito mais a luz infra-vermelha do que as células. Os pesquisadores colocam anticorpos nas partículas de ouro que se ligam a algumas proteínas que são mais freqüentes nas células cancerosas – alguns milhares de vezes mais freqüentes. Com isso, as partículas de ouro podem ser esquentadas pelo laser, destruindo as células cancerosas, mas não as sadias. Essa estratégia é, ao mesmo tempo, um diagnóstico e um tratamento.
Imagino, sem saber, que essa estratégia possa ser aplicada a cânceres que “voltaram” depois de prostatectomia, radiação etc. Mais uma esperança.
Em tempo: os R$41 milhões gastos com gasolina em 2005 pelos deputados federais (que dariam para rodar 164 milhões de quilômetros, segundo O GLOBO) equivalem a 16.178.153,66 de euros – isso mesmo – mais de 16 milhões de euros, sete vezes mais do que a União Européia gasta com essa pesquisa que poderá salvar muitas vidas.