Drogas durante a gravidez: efeitos sobre os filhos
Abril 7, 2008
Topley J, Windsor D, Williams R. são pesquisadores britânicos que querem conhecer as conseqüências da ingestão de drogas durante a gravidez para os filhos. Afirmam que conhecemos pouco sobre as conseqüências do consumo de drogas pelas mães para os fetos e os filhos, particularmente as de longo prazo. As chamadas drogas de classe A (cocaína mais usada nos Estados Unidos; e heroína e anfetaminas na Grã-Bretanha) trazem sérias conseqüências – o que não quer dizer que outros tipos de drogas não tenham conseqüências também sérias.
Eles estudaram 62 crianças cujas mães tinham consumido drogas durante a gravidez. Ou seja, crianças que consumiram drogas quando eram fetos.
O que aconteceu com elas?
Na escola, 18% precisavam (e recebiam) ajuda extra; 19% tinham problemas comportamentais e problemas com a falta de concentração. Porém, parte desses problemas (4 de 12 crianças) era explicada pelas inadequações das mães. Três crianças tinham a síndrome alcoólica fetal. Vinte e seis (42%) foram colocadas sob custódia (Child Protection Register). Nada menos do que dez (16%) provocaram medidas protetivas. Das 22 mais problemáticas, nove foram adotadas e dez colocadas sob a custódia de outros familiares.
A primeira conclusão da pesquisa é evidente: muitas mais que se drogam durante a gravidez continuam a ser problemáticas depois do parto e geram problemas adicionais para seus filhos e filhas, sendo dificil separar os problemas derivados da ingestão intra-uterina de drogas dos problemas da maternidade disfuncional. Em verdade, a ingestão de drogas pela gestante é tanto um problema em si para o desenvolvimento fetal quanto um indicador de inadequação para a maternidade. Não obstante, uma percentagem substancial das crianças, colocadas em ambientes familiares adequados, tiveram um desenvolvimento aceitável.
Fonte: Behavioural, developmental and child protection outcomes following exposure to Class A drugs in pregnancy. Child Care Health Dev. 2008 Jan;34(1):71-6.
Eles estudaram 62 crianças cujas mães tinham consumido drogas durante a gravidez. Ou seja, crianças que consumiram drogas quando eram fetos.
O que aconteceu com elas?
Na escola, 18% precisavam (e recebiam) ajuda extra; 19% tinham problemas comportamentais e problemas com a falta de concentração. Porém, parte desses problemas (4 de 12 crianças) era explicada pelas inadequações das mães. Três crianças tinham a síndrome alcoólica fetal. Vinte e seis (42%) foram colocadas sob custódia (Child Protection Register). Nada menos do que dez (16%) provocaram medidas protetivas. Das 22 mais problemáticas, nove foram adotadas e dez colocadas sob a custódia de outros familiares.
A primeira conclusão da pesquisa é evidente: muitas mais que se drogam durante a gravidez continuam a ser problemáticas depois do parto e geram problemas adicionais para seus filhos e filhas, sendo dificil separar os problemas derivados da ingestão intra-uterina de drogas dos problemas da maternidade disfuncional. Em verdade, a ingestão de drogas pela gestante é tanto um problema em si para o desenvolvimento fetal quanto um indicador de inadequação para a maternidade. Não obstante, uma percentagem substancial das crianças, colocadas em ambientes familiares adequados, tiveram um desenvolvimento aceitável.
Fonte: Behavioural, developmental and child protection outcomes following exposure to Class A drugs in pregnancy. Child Care Health Dev. 2008 Jan;34(1):71-6.
Setembro 7, 2008 às 7:15 pm
O consumo de heroína pela parte da mulher grávida pode trazer problemas de sono para o bebé e criança e problemas comportamentais relativos directamente ao consumo de heroína pela mãe grávida?