Viver em ambientes contaminados tem conseqüências. Se os pais de uma criança (o pai, antes da concepção e a mãe antes ou durante a gravidez) forem expostos a alguns ambientes altamente contaminados, as conseqüência para os fetos e as crianças podem ser desastrosas, em grande parte devido à sua extrema vulnerabilidade. Os pesquisadores Wigle DT, Arbuckle TE, Walker M, Wade MG, Liu S, Krewski D. demonstraram exatamente isso em artigo publicado no J Toxicol Environ Health B Crit Rev. 2007 Jan-Mar;10(1-2):3-39.
É uma revisão bibliográfica extensa que avalia as pesquisas a respeito da exposição aos PCBs, às dioxinas, a alguns pesticidas, à fumaça do cigarro etc.
A relação negativa afeta uma grande variedade de comportamentos, habilidades e doenças: a morte dos fetos; defeitos no nascimento; peso e tamanho inferior ao normal, partos prematuros, e outras anormalidades clínicas nas áreas da cognição, neurológica, neuropsicológicas; patologias comportamentais; asma; cânceres infantís e envenenamento agudo. Não é qüestão de “naturebas” nem de “ONGs”. É real e é apavorante. Os estudos epidemiológicos que foram revistos não deixam lugar a dúvida de que um ambiente contaminado é uma fonte de inúmeros problemas para o feto e a criança. O assunto merece prioridade nas políticas públicas e muitas pesquisas feitas em condições brasileiras, com os contaminantes daqui.

Powered by ScribeFire.

Deixe uma resposta