Armas e drogas apreendidas graças ao Disque-Denúncia
Dezembro 2, 2009
Recebi do Zeca Borges:

Armas e drogas apreendidas graças ao Disque-Denúncia
Dezembro 2, 2009
Recebi do Zeca Borges:

Baixam as taxas de homicídio em Pernambuco
Dezembro 1, 2009
Recebi, de José Maria Nóbrega, artigo que mostra melhoria nas taxas de homicídio em Pernambuco – uma redução de, aproximadamente, dez por cento. A análise mais detalhada, feita por Nóbrega, mostra um movimento contrário: baixa nas cidades grandes e médias, alta nas cidades pequenas e zonas rurais. O saldo é bom para Pernambuco, revelando efeitos positivos das políticas públicas adotadas. É possível que esses resultados revelem uma “sobre”concentração dos recursos onde salvam mais vidas, nas grandes cidades, com população muito maior e taxas de homicídio também maiores.
O artigo foi publicado no Jornal do Commércio.
Número de mortes violentas cai 10% em nove meses
Publicado em 01.12.2009 (Jornal do Commercio, Recife)
Disponível em: http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/12/01/not_357129.php

Baixam as taxas de homicídio em Pernambuco
Dezembro 1, 2009
Recebi, de José Maria Nóbrega, artigo que mostra melhoria nas taxas de homicídio em Pernambuco – uma redução de, aproximadamente, dez por cento. A análise mais detalhada, feita por Nóbrega, mostra um movimento contrário: baixa nas cidades grandes e médias, alta nas cidades pequenas e zonas rurais. O saldo é bom para Pernambuco, revelando efeitos positivos das políticas públicas adotadas. É possível que esses resultados revelem uma “sobre”concentração dos recursos onde salvam mais vidas, nas grandes cidades, com população muito maior e taxas de homicídio também maiores.
O artigo foi publicado no Jornal do Commércio.
Número de mortes violentas cai 10% em nove meses
Publicado em 01.12.2009 (Jornal do Commercio, Recife)
Disponível em: http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/12/01/not_357129.php

Suicídios entre militares e policiais
Dezembro 1, 2009
O Exercito dos Estados Unidos decidiu enfrentar o problema da morte prematura dos seus soldados fora do combate. Um dos enfrentamentos é contra o suicídio. Para atingir o conhecimento de que necessita está fazendo uma parceria com universidades de prestígio e tradição em pesquisas: Harvard, Columbia e a Michigan. A equipe não estudará apenas o suicídio, mas uma ampla gama de doenças mentais que levam ao suicídio ou que reduzem a qualidade da vida de soldados e oficiais.
Na primeira parte serão estudados os militares que se suicidaram entre 2004 e 2009, comparando-os com um grupo controle. Esperam que os resultados dessa primeira pesquisa possa informar a segunda, que será um survey de militares na ativa. O survey será grande: vários milhares de soldados serão entrevistados mensalmente durante três anos. Outra pesquisa acompanhará cem mil recrutas recentes durante três anos.
O Pesquisador Responsável que representa o Exército está plenamente consciente das objeções advindas dos próprios militares:
“It could not have been easy to look outside your own organization to ask somebody whether they had tools and perspectives that might be helpful,” he said. “But the Army showed tremendous courage and leadership in doing that.”
São pesquisas semelhantes às que deveríamos realizar com nosso militares e, sobretudo, com nossas polícias, mas essas instituições ainda adotam uma política de avestruz que enfia a cabeça na terra para não ver e poder continuar a fingir que não está acontecendo.

Suicídios entre militares e policiais
Dezembro 1, 2009
O Exercito dos Estados Unidos decidiu enfrentar o problema da morte prematura dos seus soldados fora do combate. Um dos enfrentamentos é contra o suicídio. Para atingir o conhecimento de que necessita está fazendo uma parceria com universidades de prestígio e tradição em pesquisas: Harvard, Columbia e a Michigan. A equipe não estudará apenas o suicídio, mas uma ampla gama de doenças mentais que levam ao suicídio ou que reduzem a qualidade da vida de soldados e oficiais.
Na primeira parte serão estudados os militares que se suicidaram entre 2004 e 2009, comparando-os com um grupo controle. Esperam que os resultados dessa primeira pesquisa possa informar a segunda, que será um survey de militares na ativa. O survey será grande: vários milhares de soldados serão entrevistados mensalmente durante três anos. Outra pesquisa acompanhará cem mil recrutas recentes durante três anos.
O Pesquisador Responsável que representa o Exército está plenamente consciente das objeções advindas dos próprios militares:
“It could not have been easy to look outside your own organization to ask somebody whether they had tools and perspectives that might be helpful,” he said. “But the Army showed tremendous courage and leadership in doing that.”
São pesquisas semelhantes às que deveríamos realizar com nosso militares e, sobretudo, com nossas polícias, mas essas instituições ainda adotam uma política de avestruz que enfia a cabeça na terra para não ver e poder continuar a fingir que não está acontecendo.

A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO
Novembro 20, 2009
A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO
Muitos opinam sobre o crime e as taxas de homicídio; muitos pensam as regiões brasileiras como homogêneas: Sul, Nordeste etc. seriam internamente semelhantes. Não é assim. A violência varia muito dentro da mesma região e as tendências também variam. Não há perfil único nem tendência regional homogênea. Não obstante, há tendências nacionais claras: as taxas brutas de homicídio cresceram linearmente desde 1979 e começaram a descer em 2003, como resultado do Estatuto do Desarmamento. A taxa de 2007 é mais baixa do que a de 2000.
Houve, recentemente, o Primeiro Seminário Nacional sobre Homicídios, em Caruaru, Pernambuco. Uma excelente criminóloga gaúcha, Letícia Maria Schabbach, apresentou um trabalho cobrindo os três estados do Sul durante um amplo período, de 1980 a 2007. Schabbach mostra que a taxa de homicídios por cem mil hbs varia muito de estado para estado, na mesma região, a Sul. Ela é maior no Paraná e menor em Santa Catarina, Há diferenças nas tendências. A taxa paranaense é quase três vezes a catarinense. Em Santa Catarina, a taxa por 100 mil hbs tem flutuado entre 10 e 12, perto do limite considerado aceitável – internacionalmente. Acima de 10 por 100 mil hbs. a OMS considera que existe uma epidemia. Santa Catarina é o estado com a taxa de homicídios mais baixa do país.
Há flutuações na região. Em Santa Catarina são “mini-flutuações”. Já o Paraná sofreu uma explosão de homicídios: a taxa começou a crescer em 1998-1999 e, particularmente, a partir de 2000. Com uma taxa de aproximadamente 30 por cem mil hbs, nos últimos quatro anos analisados (2004 a 2007) o Paraná se tornou mais violento do que o Brasil como um todo. Em 2000 era o 16º estado mais violento, mas em 2007 já era o nono.
O Rio Grande do Sul apresenta um perfil diferente, com flutuações maiores. Houve um crescimento grande entre 1985 e 1991 e uma certa estabilidade durante seis a sete anos. O último ano da série analisada foi 2007, que também foi o mais violento. A situação recente do estado é preocupante.
A análise por décadas mostra como a situação deteriorou no Paraná em anos recentes: na década de 90 o Paraná e o Rio Grande do Sul tinham taxas brutas (sobre o total da população) semelhantes – em verdade, a taxa gaúcha era marginalmente mais alta. Porém, na década seguinte o crescimento dos homicídios no Paraná foi acelerado e a taxa bruta passou de 15,3 para 25,8, substancialmente maior do que a do Rio Grande do Sul.
Olhando para todos os estados brasileiros vemos uma tendência demonstrada muitas vezes – os estados com taxas mais altas numa década tendem a ser os mesmos na década seguinte. Porém, não é uma situação estática – há variações. A autora apresenta dados para todos os anos em que houve censos e contagens sobre todos os estados brasileiros, o que permite ver, com maior segurança, quais os estados nos que o crescimento foi mais acelerado. Os dados confirmam que houve uma explosão homicida em Alagoas (a que fiz alusão neste jornal) que passou do 11º lugar entre os estados brasileiros em 2000 ao 1º em 2007. A taxa bruta alagoana, de 60,6 por cem mil habitantes, é inaceitável. A taxa existente entre 1991 e 2000 era menos da metade do que é hoje – mais do que dobrou.
O Espírito Santo, Pernambuco e o Rio de Janeiro seguiram um padrão diferente. Desde 1980 estão entre os mais violentos. Porém, mesmo entre esses estados com níveis altos e relativamente estáveis de violência, houve mudanças. A taxa bruta do Rio de Janeiro atingiu o auge em 1996, 60 por 100 mil, semelhante à de Alagoas em 2007. O Rio de Janeiro foi o estado mais violento do Brasil naquele ano (posição que ocupou em vários anos da década de 80). Já José Maria Nóbrega mostra que os benefícios do Estatuto do Desarmamento se concentraram no Sudeste e que, no Nordeste, as taxas cresceram ininterruptamente. No Sudeste, as taxas desabaram entre 2003 e 2007, de 36 por cem mil hbs a 23. Usando dados do SIM, organizados pelo Ministério da Saúde, mostra um crescimento entre 2004 e 2007. Segundo a apresentação de outro pesquisador, J. L. Ratton, a situação em Pernambuco começou a ser revertida em 2008, reversão que continua em 2009.
Outra explosão catastrófica da violência homicida se deu no Pará. Em 2000 ocupava o 21º lugar, com uma taxa de 13 por cem mil, aceitável por padrões brasileiros. Em sete anos passou a ser o 7º estado mais violento no país e sua taxa pulou de 13 para 31,2. Na Bahia também cresceu a violência e o estado passou da confortável posição de 23º estado mais violento para 14º.
Há bom exemplos. No ano 2000, São Paulo era o 4º estado mais violento do país; em 2007, é o 25º, o antepenúltimo, acima apenas do Piauí, estado cujas estatísticas não são confiáveis, e de Santa Catarina, o estado com a mais baixa taxa bruta de homicídios do país. A taxa paulista caiu de 42,3 para 15,7. São Paulo se tornou um exemplo internacionalmente famoso de contenção e redução da violência homicida.
O Brasil oferece muitos exemplos de fracassos e sucessos de políticas públicas de controle da violência, em geral, e dos homicídios, em particular. Precisamos estudar muito melhor esses exemplos.
Gláucio Ary Dillon Soares

Os benefícios da participação-cidadã
Setembro 15, 2009
Tenho publicado – e pretendo continuar – algumas notícias enviadas pelo Zeca Borges, que ilustram a relevância da participação cidadã no micro-nível das políticas públicas. As que relato abaixo são alguns exemplos, entre muitos: Após receber informações passadas pelo Disque-Denúncia (2253-1177), uma guarnição do Grupamento de Ações Táticas (Gat) do 14º BPM (Bangu) apreendeu, por volta das 5h30 deste domingo, um fuzil calibre 7.62mm, 20 munições para a arma, um carregador de fuzil e um rádio transmissor, na favela da Coréia, em Senador Camará. Polícia apreende drogas em Realengo

Depressão e suicidio por Roger Ancillotti
Setembro 14, 2009
Morreremos de medo?
Em tempos de gripe e violência, o Brasil se depara com notícias profetizando pandemias de depressão e medo.Então, recordo-me do poeta Carlos Drummond de Andrade em seu Congresso Internacional do Medo:
“Provisoriamente não cantaremos o amor,
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.”
Em duas décadas a depressão deverá ser o maior problema de saúde pública no mundo. Estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1º de setembro, aponta que a doença afetará mais pessoas que qualquer outra, incluindo o câncer. O problema também afetará os governos, que deverão arcar com os custos de tratamento da população.
A “epidemia silenciosa”, como chama Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, deve afetar mais os países pobres, onde são registrados mais diagnósticos. O médico acredita que a depressão é como qualquer outra doença e que a população tem direito de ser tratada e aconselhada sobre formas de se curar. No mundo, 450 milhões de pessoas sofrem de alguma espécie de distúrbio mental.
Estresse, medo e depressão estão intimamente interligados. A exposição a fatores estressantes tem papel importante no desenvolvimento de transtornos depressivos. Os mecanismos envolvidos nesta relação, no entanto, ainda são pouco conhecidos.
Mas, o que é o estresse? O termo estresse, tomado de empréstimo da física, foi empregado em 1936 pela primeira vez por Hans Selye para descrever uma ameaça real ou potencial à homeostasia, que seria o equilíbrio dinâmico do funcionamento físico e/ou mental. O estresse e a depressão são dois desequilíbrios emocionais que se transformam em doença com muita facilidade, quando não tratados em tempo. Existem fatores que podem contribuir para o estresse como barulho, poluição, locais muito quentes, muito frios, falta de espaço, violência.
A má alimentação, o comer rapidamente entre ou durante as atividades, a falta de exercícios e o sedentarismo também são fortes candidatos ao estresse, além da ingestão excessiva de medicamentos, a automedicação, o uso de drogas, álcool e cigarro.
O estresse não acontece somente por motivos de excesso de trabalho, mas também pela insatisfação e pela falta de prazer naquilo que se faz. Já a depressão manifesta-se por medo aguçado, tristeza, cansaço, perda da apetite, baixa auto estima, ansiedade, agressividade etc.Pode ser associada ao pânico, provocando taquicardia, tremores e náuseas.
Vimos hoje professores ensinando em áreas de risco, conflagradas, onde às vezes o único sinal do estado é a surrada escola pública, onde as crianças têm o primeiro contato com a cidadania. Estas comunidades são visitadas, muito frequentemente, por outra presença estadual que são as forças de segurança, e neste dia, a escola não funciona.Os professores que já estão na mesma, lá se abrigam entre tiros.Haja medo!
As companhias que prestam serviços de eletricidade, gás, luz, mesmo escoltadas pela polícia, são rechaçadas à bala. Haja estresse! Questionam os governantes o porquê de tantos afastamentos por problemas psicossomáticos.
Da mesma forma que professores e médicos, os policiais também têm medo, estresse e depressão. A Infortunística, ciência que estuda as doenças do trabalho, nos ensina sobre o risco profissional, que pode ser genérico – incide sobre todas as pessoas, independentes das suas ocupações, por exemplo, um acidente no percurso de ida e volta ao trabalho -, específico – depende da natureza da função e da natureza do trabalho como os operadores de máquina – e genérico agravado – é a condição normal de trabalho agravada por um risco adicional externo, como o fato de ser médico em uma comunidade violenta. Haja depressão!
Sabe-se que a maioria dos casos de depressão ocorre em pessoas com menos de 45 anos de idade. Cerca de 50% dos casos de suicídio estão associados à depressão. Por motivos éticos óbvios as diversas mídias não costumam noticiar esta modalidade de morte.Como diria outro poeta, Chico Buarque, “a dor da gente não sai no jornal”…
