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	<title>Conjuntura Criminal: Dados e Pesquisas sobre Crime e Violência</title>
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	<description>Gláucio Soares, traduzindo em miúdos pesquisas sobre crime e violência. Meu livro sobre homicídios, "Não Matarás", acaba de ser publicado pela Editora da FGV.</description>
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		<title>Conjuntura Criminal: Dados e Pesquisas sobre Crime e Violência</title>
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		<title>Crianças ou monstrinhos?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 11:34:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
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Uma revista cientifica,&#160;The Journal of Child Psychology and Psychiatry&#160;publicou um artigo que conclui que nada menos de 98% das crianças com menos de dez anos de idade são sociopatas por critérios adultos. Não sentem remorso e se dedicam aos seus interesses egocêntricos e ao seu prazer.
Quem afirma isso é &#160;Leonard Mateo, da&#160;University of Minnesota&#160;da corrente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1900&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span class="Apple-style-span" style="border-collapse:separate;color:rgb(0,0,0);font-family:'Times New Roman';font-size:medium;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;letter-spacing:normal;line-height:normal;orphans:2;text-indent:0;text-transform:none;white-space:normal;widows:2;word-spacing:0;">
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<p>Uma revista cientifica,<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;">The Journal of Child Psychology and Psychiatry</span><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>publicou um artigo que conclui que nada menos de 98% das crianças com menos de dez anos de idade são sociopatas por critérios adultos. Não sentem remorso e se dedicam aos seus interesses egocêntricos e ao seu prazer.</p>
<p>Quem afirma isso é &nbsp;Leonard Mateo, da<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;">University of Minnesota</span><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>da corrente chamada de<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;">Psicologia Evolutiva</span><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>que propõe a existência de mudanças significativas no comportamento social durante as várias etapas da vida.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;">O comportamento social e o altruísmo seriam</span><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;">desenvolvidos não nasceríamos com eles.</span><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>Crianças usariam e explorariam os adultos sem qualquer remorso para obter uma gratificação, seja um brinquedo ou um sorvete. De acordo com Mateo, essa “desordem social” é marcada por uma total falta de empatia e que crianças e jovens adolescentes se dedicam a satisfazer suas necessidades e buscam apenas seu prazer sem preocupação com o mal que podem causar a outros.</p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-weight:bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;"><span style="color:rgb(128,0,0);">Há um teste chamado de<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span></span></span><span class="Apple-style-span" style="font-weight:bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;"><span style="color:rgb(128,0,0);">Hare Psychopathy Checklist<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span></span></span><span class="Apple-style-span" style="font-weight:bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;"><span style="color:rgb(128,0,0);">que é usado clinicamente para diagnosticar a psicopatia que acessa quatro importantes dimensões dessa doença mental: procuram parecer agradáveis, simpáticos e preocupados com os demais; comportamentos manipuladores; um sentimento de que são importantes e grandiosos, sem qualquer relação com a realidade e mentir patologicamente, que é o comportamento que usualmente “entrega” os psicopatas adultos. As crianças e jovens adolescentes saem mal neles.</span></span></span></p>
<p>Os pesquisadores observaram 700 crianças no seu quotidiano, concluindo que 684 exibiam esses comportamentos num, nível considerado sério. Outros comportamentos, que caracterizam as desordens anti-sociais estavam presentes: violência, incapacidade de planejar, pouco controle de seus próprios impulsos e, quando seus desejos não eram satisfeitos,<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;">tantrums<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span>(como se jogar no chão e ficar dando murros ou batendo com a cabeça no assoalho).</p>
<p>É um vale-tudo. Cansam rapidamente de uma coisa e passam para outra, mas a única preocupação é consigo. Mateo também afirmou que as crianças tinham uma capacidade limitada de aceitar a culpa e expressá-la e que não iam mais alem de um pedido insincero de desculpas, que raramente era espontâneo e tinham que ser “extraídos”.</p>
<p>A preocupação de Mateo é com os danos que esses comportamentos causam a outras crianças e a adultos. As avós seriam especialmente suscetíveis aos comportamentos manipuladores de nossos pequenos sociopatas.</p>
<p>É possível ver que essa pesquisa causou celeuma. Se, por um lado, ninguém duvida de que as crianças sejam diferentes dos adultos, nosso amor pelas crianças da família, particularmente filhos e filhas e netos e netas nos impede de observar objetivamente seu comportamento.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-weight:bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;"><span style="color:rgb(128,0,0);">Numa creche ou num orfanato, esses comportamentos são observáveis e claros &#8211; a violência é comum. Impera a lei do mais forte.</span></span></span></p>
<p>As reações foram variadas, mas quase sempre negativas. Evidentemente, os que acreditam que as crianças nascem puras e se “prostituem” ou deterioram a partir da infância têm uma visão oposta: a socialização adulta corrompe a pureza infantil e transforma anjinhos, que são as crianças, em monstros, que são os adultos.</p>
<p>Para outros, usando também dados de pesquisas físicas sobre a maturação cerebral (não nascemos com o cérebro completo: ele vai se desenvolvendo), é um processo biológico com profundas implicações sociais e criminais.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-weight:bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;"><span style="color:rgb(128,0,0);">A</span></span><span style="color:rgb(128,0,0);"><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;"><span style="color:rgb(128,0,0);">interrupção da maturação do cérebro é que explicaria a proclividade de adolescentes e jovens adultos a comportamentos delinqüentes e criminais.</span></span></span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-weight:bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-style:italic;"></span></span>A psicologia social e a sociologia também vêem esses comportamentos, mas definem suas mudanças como aprendidas. Autocontrole (por exemplo: da violência) seria aprendido. O crime e a delinqüência resultariam dos fracassos na aprendizagem.</p>
<p>Admito que, quando temos filhos e netos, consideramos esses resultados difíceis de digerir e até de serem analisados imparcialmente.</p>
<p>É uma área explosiva do conhecimento. Afinal, redefinir nossos filhos e netinhos como sociopatas é, primeiro, ofensa e, depois, possível verdade científica.</p>
</div>
<p></span></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=bd309c6b-e138-8867-bcee-9d1cb049ba45" /></div>
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		<title>Crianças ou monstrinhos?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 11:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma revista cientifica, The Journal of Child Psychology and Psychiatry publicou um artigo que conclui que nada menos de 98% das crianças com menos de dez anos de idade são sociopatas por critérios adultos. Não sentem remorso e se dedicam aos seus interesses egocêntricos e ao seu prazer.
Quem afirma isso é  Leonard Mateo, da University [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1896&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Uma revista cientifica, <em>The Journal of Child Psychology and Psychiatry</em> publicou um artigo que conclui que nada menos de 98% das crianças com menos de dez anos de idade são sociopatas por critérios adultos. Não sentem remorso e se dedicam aos seus interesses egocêntricos e ao seu prazer.</p>
<p>Quem afirma isso é  Leonard Mateo, da <em>University of Minnesota</em> da corrente chamada de <em>Psicologia Evolutiva</em> que propõe a existência de mudanças significativas no comportamento social durante as várias etapas da vida. <em>O comportamento social e o altruísmo seriam</em> <em>desenvolvidos não nasceríamos com eles.</em> Crianças usariam e explorariam os adultos sem qualquer remorso para obter uma gratificação, seja um brinquedo ou um sorvete. De acordo com Mateo, essa “desordem social” é marcada por uma total falta de empatia e que crianças e jovens adolescentes se dedicam a satisfazer suas necessidades e buscam apenas seu prazer sem preocupação com o mal que podem causar a outros.</p>
<p><strong><em><span style="color:#ffff00;">Há um teste chamado de </span></em></strong><strong><em><span style="color:#ffff00;">Hare Psychopathy Checklist </span></em></strong><strong><em><span style="color:#ffff00;">que é usado clinicamente para diagnosticar a psicopatia que acessa quatro importantes dimensões dessa doença mental: procuram parecer agradáveis, simpáticos e preocupados com os demais; comportamentos manipuladores; um sentimento de que são importantes e grandiosos, sem qualquer relação com a realidade e mentir patologicamente, que é o comportamento que usualmente “entrega” os psicopatas adultos. As crianças e jovens adolescentes saem mal neles.</span></em></strong></p>
<p>Os pesquisadores observaram 700 crianças no seu quotidiano, concluindo que 684 exibiam esses comportamentos num, nível considerado sério. Outros comportamentos, que caracterizam as desordens anti-sociais estavam presentes: violência, incapacidade de planejar, pouco controle de seus próprios impulsos e, quando seus desejos não eram satisfeitos, <em>tantrums </em>(como se jogar no chão e ficar dando murros ou batendo com a cabeça no assoalho).</p>
<p>É um vale-tudo. Cansam rapidamente de uma coisa e passam para outra, mas a única preocupação é consigo. Mateo também afirmou que as crianças tinham uma capacidade limitada de aceitar a culpa e expressá-la e que não iam mais alem de um pedido insincero de desculpas, que raramente era espontâneo e tinham que ser “extraídos”.</p>
<p>A preocupação de Mateo é com os danos que esses comportamentos causam a outras crianças e a adultos. As avós seriam especialmente suscetíveis aos comportamentos manipuladores de nossos pequenos sociopatas.</p>
<p>É possível ver que essa pesquisa causou celeuma. Se, por um lado, ninguém duvida de que as crianças sejam diferentes dos adultos, nosso amor pelas crianças da família, particularmente filhos e filhas e netos e netas nos impede de observar objetivamente seu comportamento. <strong><em><span style="color:#ffff00;">Numa creche ou num orfanato, esses comportamentos são observáveis e claros &#8211; a violência é comum. Impera a lei do mais forte.</span></em></strong></p>
<p>As reações foram variadas, mas quase sempre negativas. Evidentemente, os que acreditam que as crianças nascem puras e se “prostituem” ou deterioram a partir da infância têm uma visão oposta: a socialização adulta corrompe a pureza infantil e transforma anjinhos, que são as crianças, em monstros, que são os adultos.</p>
<p>Para outros, usando também dados de pesquisas físicas sobre a maturação cerebral (não nascemos com o cérebro completo: ele vai se desenvolvendo), é um processo biológico com profundas implicações sociais e criminais. <strong><em><span style="color:#ffff00;">A</span></em><span style="color:#ffff00;"> </span><em><span style="color:#ffff00;">interrupção da maturação do cérebro é que explicaria a proclividade de adolescentes e jovens adultos a comportamentos delinqüentes e criminais.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong>A psicologia social e a sociologia também vêem esses comportamentos, mas definem suas mudanças como aprendidas. Autocontrole (por exemplo: da violência) seria aprendido. O crime e a delinqüência resultariam dos fracassos na aprendizagem.</p>
<p>Admito que, quando temos filhos e netos, consideramos esses resultados difíceis de digerir e até de serem analisados imparcialmente.</p>
<p>É uma área explosiva do conhecimento. Afinal, redefinir nossos filhos e netinhos como sociopatas é, primeiro, ofensa e, depois, possível verdade científica.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conjunturacriminal.wordpress.com/1896/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1896&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os Desaparecidos</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 17:26:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(publicado n’O GLOBO de 13 de novembro de 2009)
Os Desaparecidos
Há perto de um ano, a sociedade civil organizada se inquietou a respeito dos desaparecimentos no Estado do Rio de Janeiro. Justificadamente assustada com o número, que parecia altíssimo, fez críticas duras ao governo com grande repercussão dentro e fora do Brasil. Os dados existentes eram [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1891&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="_mcePaste">(publicado n’O GLOBO de 13 de novembro de 2009)</div>
<div id="_mcePaste">Os Desaparecidos</div>
<div id="_mcePaste">Há perto de um ano, a sociedade civil organizada se inquietou a respeito dos desaparecimentos no Estado do Rio de Janeiro. Justificadamente assustada com o número, que parecia altíssimo, fez críticas duras ao governo com grande repercussão dentro e fora do Brasil. Os dados existentes eram muito ruins, com muitas falhas. O Instituto de Segurança Pública, que é o órgão responsável pelas pesquisas, análises criminais e capacitação profissional no estado do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Segurança, convidou pesquisadores para ver como saber mais, como responder às perguntas e às justas críticas. Surgiu a idéia de realizar uma pesquisa. Era necessária. Quem eram os desaparecidos? Não se sabia. Quantos reapareciam? Não se sabia. Eram homicídios? Não se sabia. Foi o desconhecimento e a má qualidade dos dados existentes que levou à realização de uma pesquisa sobre os desaparecimentos. Como consultor pro-bono, propuz realizar várias pesquisas menores, mais baratas, em seqüência, além de refinar a base de dados existente, que tem muitas deficiências. Para saber se eram homicídios, comparamos os perfis das vítimas de homicídios com o dos desaparecidos. O passo seguinte, em andamento, é baseado em entrevistas com as pessoas que registraram os desaparecimentos. O terceiro aproveitará outra pesquisa, maior, adicionando perguntas para estimar quantos são os desaparecimentos não registrados. Existem, mas não sabemos quantos são.</div>
<div id="_mcePaste">A notícia de que havia uma pesquisa sobre desaparecidos, realizada pelo ISP, gerou muitas especulações. As mais radicais afirmavam que muitos, talvez a maioria, eram vítimas de homicídios, cujos corpos não tinham sido encontrados. Essa hipótese, baseada em chute, é errada.</div>
<div id="_mcePaste">Desaparecimentos e homicídios não são farinha do mesmo saco. A análise de perfís não deixa dúvida: a predominância dos homens é muito maior entre as vítimas de homicídios: 92% vs 62% entre os desaparecidos. As mulheres representam menos de 10% das vítimas de homicídios, mas representam quatro de cada dez desaparecimentos registrados.</div>
<div id="_mcePaste">A idade também demonstra um perfil muito diferente: em comparação com as vítimas de homicídios: crianças e adolescentes, por um lado, e idosos, pelo outro, são muito mais freqüentes entre os desaparecidos. Há mais desaparecidos nas pontas da idade, entre os muito jovens e os idosos. É um perfil que bate com o de outros países, onde também há muitas crianças e idosos entre os “desaparecidos”. No Rio de Janeiro, os desaparecimentos são registrados pelos pais ou responsáveis, mas os reaparecimentos não. E as crianças estão brincando em casa, mas permanecem no registro dos desaparecidos. Na pesquisa que oriento apareceram muitos casos deste tipo.</div>
<div id="_mcePaste">Do outro lado da distribuição por idades, a percentagem de desaparecidos cresce depois dos 60 anos, em contraste com o que acontece na população porque as taxas de mortalidade aumentam e quanto maior a idade menor a percentagem sobre o total de pessoas. Os idosos representam 3% da população e 13% dos desaparecidos. Por que cresce a percentagem de desaparecidos nas idades mais avançadas? Por um lado, elas refletem a influência de doenças degenerativas, como a demência e o mal de Alzheimer; pelo outro, elas refletem a dramática perda de status que acompanha as idades avançadas, tanto na sociedade quanto na família. Perdem autonomia, passam a requerer cuidados, mas não há recursos financeiros ou emocionais para cuidá-los bem, alguns começam a vagar pelas ruas e são dados como desaparecidos. Não sabemos tratar nossos idosos – é um problema de direito próprio.</div>
<div id="_mcePaste">Dados de vários surveys mostraram o tremendo desprestígio das instituições públicas (federais, estaduais e municipais) no Brasil, o que pode fazer com que muitos não relatem os desaparecimentos. É a cidadania amedrontada, encolhida. A redução da cidadania, no Brasil, também se faz sentir na baixíssima percentagem dos que relataram desaparecimentos que se dão ao trabalho de informar o reaparecimento: menos de 2%! A explicação pode residir parcialmente na dificuldade das relações com a polícia, no medo da polícia, e também pode residir parcialmente no clientelismo tradicional de uma cultura política que enfatiza direitos e não deveres, doações de cima e não conquistas de baixo. A cifra é real: 2%; as explicações são, apenas especulações que parecem sensatas. Reitero que esses mesmos fatores podem fazer com muitos desaparecimentos não sejam comunicados às autoridades. Não obstante, entre os que o foram, a grande maioria reapareceu: a pesquisa direta, feita com uma amostra dos que registraram os desaparecimentos, revela que 86% dos desaparecidos tinham reaparecido!</div>
<div id="_mcePaste">As notícias sobre os desaparecimentos suscitaram outra interpretação errada: os desaparecimento seriam um fenômeno do nosso estado ou, pelo menos, do nosso país. Não é assim. Os desaparecimentos são muito comuns em outros países: na Austrália, cada 15 minutos é registrado um desaparecimento, que totalizam 35 mil pessoas por ano (Missing Persons in Australia 2008).  Noventa e cinco por cento reaparecem em pouco tempo, uma semana. A população da Austrália é de 21 milhões de pessoas. Na Nova Zelândia, a polícia registra oito mil pessoas como desaparecidas por ano. A população na Nova Zelândia é apenas quatro milhões e duzentas mil. O Rio de Janeiro tem perto de 15 milhões e menos de cinco mil desaparecidos. A taxa de desaparecidos na Austrália é de 167 por cem mil;  é de 190 por cem mil na Nova Zelândia e, no Rio de Janeiro, arredondando, ela é de 33 por cem mil.  As taxas são muito mais altas na Austrália e na Nova Zelândia. Porém, isso não significa que realmente desapareçam muito mais pessoas na Austrália e na Nova Zelândia, mas que a população australiana e a neozelandesa relatam os desaparecimentos em maior número e mais rapidamente.</div>
<div id="_mcePaste">As lições dessa pesquisa, e dos números que ela produziu, vão além da descrição e das explicações para os desaparecimentos. As reações negativas aos primeiros resultados foram além da realidade. Mostraram que o imaginário da mídia e da população é pior do que a própria realidade que é, reconhecidamente, muito ruim. Num cenário em que as instituições públicas estão desacreditadas, exageramos o pessimismo das nossas interpretações.</div>
<div id="_mcePaste">Sou um dos poucos otimistas que a onda pessimista não afogou. Considero que a própria realização de uma pesquisa em área tão sensível revela um desejo de acertar. Valorizo o fato de que, em parte, a pesquisa foi uma resposta positiva às pressões da sociedade civil. Seus primeiros resultados dissolveram nossos maiores medos. Se buscarmos, veremos que há muitas iniciativas positivas variadas em vários pontos do país. O Brasil tem jeito!</div>
<div id="_mcePaste">Gláucio Ary Dillon Soares</div>
<div id="_mcePaste">Os desaparecidos</div>
<div id="_mcePaste">crianças desaparecidas, desaparecidos, desaparecimentos, homicídios no rio de janeiro, idosos desaparecidos</div>
<p>(publicado n’O GLOBO de 13 de novembro de 2009)</p>
<p>Os Desaparecidos<br />
Há perto de um ano, a sociedade civil organizada se inquietou a respeito dos desaparecimentos no Estado do Rio de Janeiro. Justificadamente assustada com o número, que parecia altíssimo, fez críticas duras ao governo com grande repercussão dentro e fora do Brasil. Os dados existentes eram muito ruins, com muitas falhas. O Instituto de Segurança Pública, que é o órgão responsável pelas pesquisas, análises criminais e capacitação profissional no estado do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Segurança, convidou pesquisadores para ver como saber mais, como responder às perguntas e às justas críticas. Surgiu a idéia de realizar uma pesquisa. Era necessária. Quem eram os desaparecidos? Não se sabia. Quantos reapareciam? Não se sabia. Eram homicídios? Não se sabia. Foi o desconhecimento e a má qualidade dos dados existentes que levou à realização de uma pesquisa sobre os desaparecimentos. Como consultor pro-bono, propuz realizar várias pesquisas menores, mais baratas, em seqüência, além de refinar a base de dados existente, que tem muitas deficiências. Para saber se eram homicídios, comparamos os perfis das vítimas de homicídios com o dos desaparecidos. O passo seguinte, em andamento, é baseado em entrevistas com as pessoas que registraram os desaparecimentos. O terceiro aproveitará outra pesquisa, maior, adicionando perguntas para estimar quantos são os desaparecimentos não registrados. Existem, mas não sabemos quantos são. A notícia de que havia uma pesquisa sobre desaparecidos, realizada pelo ISP, gerou muitas especulações. As mais radicais afirmavam que muitos, talvez a maioria, eram vítimas de homicídios, cujos corpos não tinham sido encontrados. Essa hipótese, baseada em chute, é errada. Desaparecimentos e homicídios não são farinha do mesmo saco. A análise de perfís não deixa dúvida: a predominância dos homens é muito maior entre as vítimas de homicídios: 92% vs 62% entre os desaparecidos. As mulheres representam menos de 10% das vítimas de homicídios, mas representam quatro de cada dez desaparecimentos registrados. A idade também demonstra um perfil muito diferente: em comparação com as vítimas de homicídios: crianças e adolescentes, por um lado, e idosos, pelo outro, são muito mais freqüentes entre os desaparecidos. Há mais desaparecidos nas pontas da idade, entre os muito jovens e os idosos. É um perfil que bate com o de outros países, onde também há muitas crianças e idosos entre os “desaparecidos”. No Rio de Janeiro, os desaparecimentos são registrados pelos pais ou responsáveis, mas os reaparecimentos não. E as crianças estão brincando em casa, mas permanecem no registro dos desaparecidos. Na pesquisa que oriento apareceram muitos casos deste tipo.Do outro lado da distribuição por idades, a percentagem de desaparecidos cresce depois dos 60 anos, em contraste com o que acontece na população porque as taxas de mortalidade aumentam e quanto maior a idade menor a percentagem sobre o total de pessoas. Os idosos representam 3% da população e 13% dos desaparecidos. Por que cresce a percentagem de desaparecidos nas idades mais avançadas? Por um lado, elas refletem a influência de doenças degenerativas, como a demência e o mal de Alzheimer; pelo outro, elas refletem a dramática perda de status que acompanha as idades avançadas, tanto na sociedade quanto na família. Perdem autonomia, passam a requerer cuidados, mas não há recursos financeiros ou emocionais para cuidá-los bem, alguns começam a vagar pelas ruas e são dados como desaparecidos. Não sabemos tratar nossos idosos – é um problema de direito próprio.Dados de vários surveys mostraram o tremendo desprestígio das instituições públicas (federais, estaduais e municipais) no Brasil, o que pode fazer com que muitos não relatem os desaparecimentos. É a cidadania amedrontada, encolhida. A redução da cidadania, no Brasil, também se faz sentir na baixíssima percentagem dos que relataram desaparecimentos que se dão ao trabalho de informar o reaparecimento: menos de 2%! A explicação pode residir parcialmente na dificuldade das relações com a polícia, no medo da polícia, e também pode residir parcialmente no clientelismo tradicional de uma cultura política que enfatiza direitos e não deveres, doações de cima e não conquistas de baixo. A cifra é real: 2%; as explicações são, apenas especulações que parecem sensatas. Reitero que esses mesmos fatores podem fazer com muitos desaparecimentos não sejam comunicados às autoridades. Não obstante, entre os que o foram, a grande maioria reapareceu: a pesquisa direta, feita com uma amostra dos que registraram os desaparecimentos, revela que 86% dos desaparecidos tinham reaparecido! As notícias sobre os desaparecimentos suscitaram outra interpretação errada: os desaparecimento seriam um fenômeno do nosso estado ou, pelo menos, do nosso país. Não é assim. Os desaparecimentos são muito comuns em outros países: na Austrália, cada 15 minutos é registrado um desaparecimento, que totalizam 35 mil pessoas por ano (Missing Persons in Australia 2008).  Noventa e cinco por cento reaparecem em pouco tempo, uma semana. A população da Austrália é de 21 milhões de pessoas. Na Nova Zelândia, a polícia registra oito mil pessoas como desaparecidas por ano. A população na Nova Zelândia é apenas quatro milhões e duzentas mil. O Rio de Janeiro tem perto de 15 milhões e menos de cinco mil desaparecidos. A taxa de desaparecidos na Austrália é de 167 por cem mil;  é de 190 por cem mil na Nova Zelândia e, no Rio de Janeiro, arredondando, ela é de 33 por cem mil.  As taxas são muito mais altas na Austrália e na Nova Zelândia. Porém, isso não significa que realmente desapareçam muito mais pessoas na Austrália e na Nova Zelândia, mas que a população australiana e a neozelandesa relatam os desaparecimentos em maior número e mais rapidamente.  As lições dessa pesquisa, e dos números que ela produziu, vão além da descrição e das explicações para os desaparecimentos. As reações negativas aos primeiros resultados foram além da realidade. Mostraram que o imaginário da mídia e da população é pior do que a própria realidade que é, reconhecidamente, muito ruim. Num cenário em que as instituições públicas estão desacreditadas, exageramos o pessimismo das nossas interpretações. Sou um dos poucos otimistas que a onda pessimista não afogou. Considero que a própria realização de uma pesquisa em área tão sensível revela um desejo de acertar. Valorizo o fato de que, em parte, a pesquisa foi uma resposta positiva às pressões da sociedade civil. Seus primeiros resultados dissolveram nossos maiores medos. Se buscarmos, veremos que há muitas iniciativas positivas variadas em vários pontos do país. O Brasil tem jeito!<br />
Gláucio Ary Dillon Soares</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conjunturacriminal.wordpress.com/1891/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1891&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>HOMICÍDIOS EM QUEDA EM PERNAMBUCO</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 13:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
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Republico esse trabalho porque traz notícias alvissareiras sobre um estado que passou muitos anos sem conseguir reduzir suas taxas de homicídio de maneira consistente
 
Gláucio Ary Dillon Soares
 


 Tiros certeiros na violência 
 
 Publicado em 06.12.2009
Estado atingiu marca inédita: 12 meses seguidos de redução na taxa de assassinatos. Instituição de metas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1857&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:16pt;"><br />
</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:16pt;font-family:&amp;" lang="PT-BR">Republico esse trabalho porque traz notícias alvissareiras sobre um estado que passou muitos anos sem conseguir reduzir suas taxas de homicídio de maneira consistente</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:16pt;font-family:&amp;" lang="PT-BR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:16pt;font-family:&amp;" lang="PT-BR">Gláucio Ary Dillon Soares</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:16pt;" lang="PT-BR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:16pt;" lang="PT-BR"><br />
</span></strong></p>
<div><strong><span style="font-size:16pt;" lang="PT-BR"> Tiros certeiros na violência</span></strong><strong><span style="font-size:16pt;"> </span></strong><br />
<strong><span style="font-size:16pt;"> </span></strong></div>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:16pt;"> </span></strong><span style="font-size:16pt;">Publicado em 06.12.2009</span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size:16pt;">Estado atingiu marca inédita: 12 meses seguidos de redução na taxa de assassinatos. Instituição de metas e cobranças para policiais integram a fórmula</span></em></p>
<p><strong>Autor: </strong><em>Eduardo Machado</em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;"><a href="mailto:eduardomaxado@gmail.com" target="_blank">eduardomaxado@gmail.com</a></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;"><span style="font-size:16pt;">O delegado Moari Pimenta e os majores José Teles e José Barros são os funcionários do mês de outubro da Secretaria de Defesa Social (SDS). Responsáveis pela área integrada de segurança 25 (AIS-25), que compreende os municípios de Cabrobó e Santa Maria da Boa Vista, no Sertão, <strong><em><span style="color:#3366ff;">o delegado seccional e os dois oficiais, comandantes das companhias da PM da região, conseguiram reduzir o número de homicídios na área em 80%, em comparação com outubro do ano passado.</span></em></strong><span style="color:#3366ff;"> </span>Ganharam destaque no site da SDS encabeçando a lista dos gestores mais eficientes no enfrentamento da violência. A queda no número de crimes violentos letais intencionais (soma dos homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de mortes) não se limitou ao Sertão. Espalhou-se por todo o Estado e atingiu no mês passado uma marca inédita: doze meses seguidos de diminuição, chegando a 12,3% de recuo com relação ao período anterior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;"><span style="font-size:16pt;">Medir o trabalho dos policiais e destacar os eficientes é apenas uma das estratégias de gestão implantadas pelo Governo do Estado na Secretaria de Defesa Social que estão sendo eficientes na diminuição da criminalidade. Vários personagens de fora das corporações policiais precisaram entrar em cena para que essa mudança se concretizasse. O primeiro é o próprio governador Eduardo Campos, que assumiu pessoalmente a coordenação do processo. O secretário de Planejamento, Geraldo Júlio, atuou como gestor do Pacto pela Vida porque tem autoridade para cobrar ações não só da SDS, mas de todas as outras pastas envolvidas na melhoria da segurança pública. Já o professor José Luiz Ratton, assessor especial do governador, teve importância fundamental na definição das bases para uma nova política de enfrentamento da criminalidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;"><span style="font-size:16pt;">Até mesmo uma empresa de consultoria (Instituto de Desenvolvimento Gerencial) trabalhou no estudo, diagnóstico e planejamento para desatar os nós da administração no que se refere à Segurança Pública. A sacudida gerencial permitiu que o delegado sertanejo e seus colegas oficiais pudessem ser avaliados, medidos e destacados como forma de incentivo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;"><span style="font-size:16pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;">REVIRAVOLTA</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;"><span style="font-size:16pt;">Na década de 90, a cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, experimentou uma reviravolta no combate à violência com armas semelhantes. A face mais conhecida do programa, implementado pelo então prefeito Rudolph Giuliani, era a chamada Tolerância Zero contra o crime. No entanto, o mérito real estava no Compstat ou estatística computadorizadas. Um sistema muito parecido com o em uso em Pernambuco de acompanhamento e avaliação do desempenho policial por meio de índices criminais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;"><span style="color:#ffff00;"><strong><em><span style="font-size:16pt;">Apesar dos bons resultados no último ano, ainda há um longo caminho para que a população pernambucana possa sentir uma melhoria na segurança pública. O Estado de São Paulo completa este ano uma década de números de homicídios em queda. Mesmo assim, o medo da criminalidade ainda é uma realidade para a sociedade paulista.</span></em></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="font-size:16pt;">“Estamos há quase uma década com reduções expressivas nos homicídios. No entanto, a sensação de melhoria na segurança ainda permanece mais restrita às áreas de periferia. Nas regiões de classe média, onde o maior problema sempre foram os crimes contra o patrimônio, o avanço tem maior dificuldade em ser percebido pelas pessoas”,</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;">avaliou o pesquisador e chefe da Coordenadoria de Análise e Planejamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Túlio Kahn.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;" lang="PT-BR"> </span></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=b6dcbdc3-59f0-8160-893f-323ea73e612f" alt="" /></div>
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		<title>Câncer e suicidio</title>
		<link>http://conjunturacriminal.wordpress.com/2009/12/10/cancer-e-suicidio-4/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 14:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo cuidado é pouco.  O diagnóstico de câncer da próstata pode aumentar o risco de suicídio. Esse tipo de pesquisa só poderia ser feito num país com um sistema estatístico que permitisse  juntar num só banco de dados os pacientes diagnosticados, subdivididos pela agressividade do câncer, dados sobre a população geral e dados sobre os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1853&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Todo cuidado é pouco.  O diagnóstico de câncer da próstata pode aumentar o risco de suicídio. Esse tipo de pesquisa só poderia ser feito num país com um sistema estatístico que permitisse  juntar num só banco de dados os pacientes diagnosticados, subdivididos pela agressividade do câncer, dados sobre a população geral e dados sobre os suicídios. Foi feita na Suécia, um país com excelentes estatísticas. Foi feito pelos Department of Urology, University Hospital, em Uppsala, e o Department of Clinical Cancer Epidemiology, Karolinska Institute, em Estocolmo. O risco de suicídio é mais alto em pacientes com câncer do que em populações semelhantes, mas sem câncer. Essa generalização se aplica aos pacientes de câncer da próstata.</p>
<p>Porém, os pacientes de câncer da próstata não são todos iguais. Há pacientes com cânceres lentos que, talvez, não precisem qualquer tratamento, nada além de um acompanhamento para garantir que o câncer continua lento, e há pacientes com cânceres mais agressivos que são uma ameaça real à vida.</p>
<p>Pesquisadores na Suécia dispõem de um data base sobre câncer de próstata, o PCBaSe. Quem foi diagnosticado está nele. Os pesquisadores tomaram os cânceres diagnosticados de 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2006. Excluíram as mulheres e controlaram por idade. Houve 128 suicidios nos mais de 77 mil casos de CPa (câncer da próstata). O número esperado, com base na população semelhante quanto ao gênero e idade, mas sem câncer, seria 85. Os homens com cânceres menos agressivos tinham a mesma taxa que os homens sem câncer, mas os homens com cânceres localizados, mas agressivos, e os com metástase distante tinham um risco de suicídio que era mais do dobro do risco da população controle. Não foram controladas a comorbidade e as doenças mentais pré-existentes.</p>
<p>A política oficial e não oficial seguida pelos médicos varia de país para país. Nos Estados Unidos a lei define que o paciente tem o direito de saber; no Brasil são freqüentes os casos em que a família e o médico entram em conluio para não dar essa informação ao paciente, achando que o ele “não deve” saber. É uma postura extremamente autoritária da sociedade. Onde há uma política dos direitos dos pacientes, que inclui o direito de saber, o médico que não transmitir a informação ao seu dispor ao paciente poderá ser processado, tanto criminalmente, quanto civilmente.</p>
<p>Eu cresci achando que câncer era uma sentença de morte, usualmente em pouco tempo. Era uma crença estatisticamente furada naquele tempo e, hoje, é mais furada ainda porque as taxas de sobrevivência aumentaram em dois sentidos – maior percentagem de pessoas sobrevive e acaba morrendo de outras causas e, entre os que morrem daquele câncer, o tempo até a morte aumentou muito.</p>
<p>Esses dados devem ser explicados ao paciente desde o inicio. Meu cirurgião e urólogo achava pouco provável que eu morresse daquele câncer, mas acrescentou que, se acontecesse, seria depois de muitos anos. A perspectiva de viver muitos anos ainda e a fé na ciência reduzem o pânico provocado pelo diagnóstico.</p>
<p>Escrito por Bill-Axelson A, Garmo H, Lambe M, Bratt O, Adolfsson J, Nyberg U, Steineck G, Stattin P. e publicado em  Eur Urol. 2009 Nov 10.</p>
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		<title>Mais aresultados do Disque-Denúncia</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 17:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
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Informação do Zéca Borges: 
Policiais do&#160;14º BPM (Bangu)&#160;apreenderam, há pouco,&#160;sete fuzis&#160;dentro de uma cisterna, na favela&#160;Vila Vintém, em Padre Miguel. Os policiais fizeram a incursão na comunidade para checar a informação do armazenamento das armas que foram recebidas pelo&#160;Disque-Denúncia (2253-1177).&#160;Além das armas foram apreendidos ainda&#160;grande quantidade de drogas, carregadores e munição. É a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1851&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><!--[if gte mso 9]&gt;   Normal  0      false  false  false                     MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--> <!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT-BR;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]&gt;  /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;}  &lt;![endif]-->
<p class="MsoNormal"><font color="#000099"><span style="font-size:16pt;" lang="PT-BR">Informação do Zéca Borges: </span></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;"><span style="font-size:16pt;" lang="PT-BR"><font color="#000099">Policiais do&nbsp;<span>14º BPM (Bangu)</span>&nbsp;apreenderam, há pouco,&nbsp;<span>sete fuzis</span>&nbsp;dentro de uma cisterna, na favela&nbsp;<span>Vila Vintém, em Padre Miguel</span>. Os policiais fizeram a incursão na comunidade para checar a informação do armazenamento das armas que foram recebidas pelo&nbsp;<b>Disque-Denúncia (2253-1177).</b>&nbsp;Além das armas foram apreendidos ainda&nbsp;<span>grande quantidade de drogas, carregadores e munição</span>. É a sociedade ajudando a polícia em benefício de ambos. </font><br /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;"><span style="font-size:16pt;" lang="PT-BR"></span></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=c7dfce54-3b14-85a9-b22e-8154f115519b" /></div>
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		<title>Armas e drogas apreendidas graças ao Disque-Denúncia</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 14:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[apreensão de drogas e metralhadoras no Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Efeitos do Disque-Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[participação cidadã e controle do crime]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi do Zeca Borges:
Equipe do Bope esteve na Rua Alberto de Campos, 10 BL B – Ipanema, verificando informação passada ao Disque-Denúncia (2253-1177) e apreendeu 515 sacolés de cocaína, 41 trouxinhas de maconha, 50 papelotes de haxixe, 159 sacolés de crack, duas metralhadoras cal  9mm, 01 carabina cal 38, 01 escopeta cal 12. 
 
Mostra a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1849&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><big><big>Recebi do Zeca Borges:</big></big></p>
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:arial, sans-serif;font-size:medium;">Equipe do Bope esteve na Rua Alberto de Campos, 10 BL B – Ipanema, verificando informação passada ao <strong>Disque-Denúncia (2253-1177)</strong> e apreendeu 515 sacolés de cocaína, 41 trouxinhas de maconha, 50 papelotes de haxixe, 159 sacolés de crack, <strong>duas metralhadoras cal  9mm, 01 carabina cal 38, 01 escopeta cal 12. </strong></span></div>
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong> </strong></div>
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:medium;">Mostra a importância da relação entre a polícia e a sociedade civil<br />
</span></strong></div>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=7a8beafd-bcf9-8212-b4a3-6cb4f3f968dd" alt="" /></div>
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	</item>
		<item>
		<title>Baixam as taxas de homicídio em Pernambuco</title>
		<link>http://conjunturacriminal.wordpress.com/2009/12/01/baixam-as-taxas-de-homicidio-em-pernambuco-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 15:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi, de José Maria Nóbrega, artigo que mostra melhoria nas taxas de homicídio em Pernambuco &#8211; uma redução de, aproximadamente, dez por cento. A análise mais detalhada, feita por Nóbrega, mostra um movimento contrário: baixa nas cidades grandes e médias, alta nas cidades pequenas e zonas rurais. O saldo é bom para Pernambuco, revelando efeitos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1845&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><b><font color="#000099"><big>Recebi, de José Maria Nóbrega, artigo que mostra melhoria nas taxas de homicídio em Pernambuco &#8211; uma redução de, aproximadamente, dez por cento. A análise mais detalhada, feita por Nóbrega, mostra um movimento contrário: baixa nas cidades grandes e médias, alta nas cidades pequenas e zonas rurais. O saldo é bom para Pernambuco, revelando efeitos positivos das políticas públicas adotadas. É possível que esses resultados revelem uma &#8220;sobre&#8221;concentração dos recursos onde salvam mais vidas, nas grandes cidades, com população muito maior e taxas de homicídio também maiores.<br />O artigo foi publicado no <i>Jornal do Commércio</i>.</big></font></b><br />
<h3><a href="http://josemarianobrega.blogspot.com/2009/12/numero-de-mortes-violentas-cai-10-em.html" target="_blank"><font color="#669922">Número de mortes violentas cai 10% em nove meses</font></a>
<div style="display:inline;cursor:pointer;padding-right:16px;width:16px;height:16px;">&nbsp;</div>
</h3>
<p>  Publicado em 01.12.2009 <i>(Jornal do Commercio</i>, Recife)</p>
<div align="justify"><em>Até setembro deste ano foram 3.031 homicídios contra 3.398 em 2008. A violência cresce apenas nas cidades que têm menos de 20 mil habitantes</em></div>
<div align="justify"><em></em></div>
<div align="justify">A Agência Condepe/Fidem divulgou ontem, os números consolidados da violência em Pernambuco de janeiro a setembro de 2009. No comparativo com o mesmo período do ano passado, o total de crimes violentos letais intencionais (soma dos homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte) recuou 10,8%, passando de 3.398 no ano passado para 3.031 este ano.</div>
<div align="justify">A análise das estatísticas por municípios mostrou que apenas nas cidades com menos de 20 mil habitantes, a violência continua crescendo. “Há duas explicações para isso. A primeira é que em cidades pequenas bastam poucos casos para que a taxa de homicídios cresça muito. Por outro lado, os municípios menores têm menos concentração populacional em áreas urbanas, o que torna mais difícil a inibição da criminalidade pela polícia”, avaliou o gerente de Análise Criminal e Estatística da Secretaria de Defesa Social, Gerard Sauret.</div>
<div align="justify">Dos dez municípios pernambucanos com mais de 100 mil habitantes, apenas Olinda anotou crescimento no número de homicídios, passando de 193 de janeiro a setembro de 2008, para 198, este ano. A maior queda ocorreu em Garanhuns, no Agreste, com 27 assassinatos de janeiro a setembro de 2009, contra 50, no ano passado.</div>
<div align="justify">Com uma média estadual de redução de 11,7% na taxa de homicídios em nove meses, Pernambuco está bem perto de bater a meta de 12% estipulada pelo governo no Pacto pela Vida.</div>
<div align="justify">Os dados preliminares de outubro também foram divulgados e a redução na taxa de homicídios ficou em 16,8%. Bem acima do patamar fixado.</div>
<div align="justify">Os bons resultados têm animado a cúpula da Segurança Pública de Pernambuco. Em um evento há dez dias, o aumento da meta de redução de homicídios chegou a ser especulado. Com o Estado prestes a completar 12 meses seguidos de queda na violência, o governador Eduardo Campos assegurou que o recuo na taxa de assassinatos será superior aos 12% estabelecidos no Pacto pela Vida. </div>
<div align="justify">NOVA META</div>
<div align="justify">Já o chefe de Polícia Civil, Manoel Carneiro, cravou, em seu discurso, que a meta deve ser redimensionada, dada a melhoria crescente no desempenho das polícias. “Nossa expectativa é uma redução superior a 12% na taxa de homicídios. Sobre uma nova cifra para a meta, ainda não definimos isso”, afirmou o governador.</div>
<div align="justify">O chefe de Polícia Civil se mostrou mais enfático. “Em 2006, a produtividade da Polícia Civil foi de 15.900 inquéritos. Devemos encerrar este ano com mais de 31 mil procedimentos encaminhados à Justiça. Isso nos dá a convicção de que a meta deve ser reavaliada”, pontuou Manoel Carneiro.</div>
<div align="justify">A diminuição dos casos de violência deve prosseguir no balanço do mês de novembro. A expectativa é que o Estado tenha menos de 300 assassinatos no período.</div>
<div align="justify"><strong><span style="color:rgb(204,0,0);">Números Absolutos de Homicídios (C.V.L.I.):</span></strong></div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2008: 3.398</div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2009: 3.301</div>
<div align="justify">Variação percentual nos N.A.:</div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2008 vs Janeiro/Setembro de 2009: -10,8%</div>
<div align="justify"><strong><span style="color:rgb(204,0,0);">Taxas de Homicídios:</span></strong></div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2008: 39,54</div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2009: 34,90</div>
<div align="justify">Variação percentual nas T.H.:</div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2008 vs Janeiro/Setembro de 2009: -11,7%</div>
<div align="justify"><strong><span style="color:rgb(204,0,0);">Outros números absolutos:</span></strong></div>
<div align="justify"><strong><span style="color:rgb(0,102,0);">Municípios com população até 20 mil habitantes:</span></strong></div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2008: 296 homicídios</div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2009: 325 homicídios</div>
<div align="justify">Variação percentual: +9,8%</div>
<div align="justify"><strong><span style="color:rgb(0,102,0);">Municípios com população de 20 a 50 mil habitantes: </span></strong></div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2008: 564 homicídios</div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2009: 561 homicídios</div>
<div align="justify">Variação percentual: -0,53%</div>
<div align="justify"><strong><span style="color:rgb(0,102,0);">Municípios com população de 50 a 100 mil habitantes:</span></strong></div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2008: 541 homicídios</div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2009: 484 homicídios</div>
<div align="justify">Variação percentual: -10,5%</div>
<div align="justify"><strong><span style="color:rgb(0,102,0);">Municípios com população superios aos 100 mil habitantes:</span></strong></div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2008: 1.997 homicídios</div>
<div align="justify">Janeiro/Setembro de 2009: 1.660 homicídios</div>
<div align="justify">Variação percentual: -16,8%</div>
<div align="justify"><strong>Fontes dos dados: Agência Condepe/Fidem (SDS-PE)</strong></div>
<p>   Disponível em: <a href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/12/01/not_357129.php" target="_blank"><strong><font color="#669922">http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/12/01/not_357129.php</font></strong></a>
<div style="display:inline;cursor:pointer;padding-right:16px;width:16px;height:16px;">&nbsp;</div>
<p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=09236e0e-77c1-8a96-aa19-f54228a61824" /></div>
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		<title>Suicídios entre militares e policiais</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 03:36:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Exercito dos Estados Unidos decidiu enfrentar o problema da morte prematura dos seus soldados fora do combate. Um dos enfrentamentos é contra o suicídio. Para atingir o conhecimento de que necessita está fazendo uma parceria com universidades de prestígio e tradição em pesquisas: Harvard, Columbia e a Michigan. A equipe não estudará apenas o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1841&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><b>O Exercito dos Estados Unidos decidiu enfrentar o problema da morte prematura dos seus soldados fora do combate. Um dos enfrentamentos é contra o suicídio. Para atingir o conhecimento de que necessita está fazendo uma parceria com universidades de prestígio e tradição em pesquisas: Harvard, Columbia e a Michigan. A equipe não estudará apenas o suicídio, mas uma ampla gama de doenças mentais que levam ao suicídio ou que reduzem a qualidade da vida de soldados e oficiais. <br />Na primeira parte serão estudados os militares que se suicidaram entre 2004 e 2009, comparando-os com um grupo controle. Esperam que os resultados dessa primeira pesquisa possa informar a segunda, que será um survey de militares na ativa. O survey será grande: vários milhares de soldados serão entrevistados mensalmente durante três anos. Outra pesquisa acompanhará cem mil recrutas recentes durante três anos.<br />O Pesquisador Responsável que representa o Exército está plenamente consciente das objeções advindas dos próprios militares: <br />“It could not have been easy to look outside your own organization to ask somebody whether they had tools and perspectives that might be helpful,” he said. “But the Army showed tremendous courage and leadership in doing that.” <br /></b><b><i><font color="#990000">São pesquisas semelhantes às que deveríamos realizar com nosso militares e, sobretudo, com nossas polícias, mas essas instituições ainda adotam uma política de avestruz que enfia a cabeça na terra para não ver e poder continuar a fingir que não está acontecendo. </font></i></p>
<p></b></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=50472643-1ed7-8456-a88d-220a80f32acd" /></div>
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		<title>A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 15:55:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soares7</dc:creator>
				<category><![CDATA[Armas e homicídio]]></category>
		<category><![CDATA[As mulheres são assassinadas de maneira diferente]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto do Desarmamento]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[a morte de delinqüentes]]></category>
		<category><![CDATA[a morte de jovens delinqüentes]]></category>
		<category><![CDATA[a taxa masculina é dez vezes a feminina]]></category>
		<category><![CDATA[armas de fogo]]></category>
		<category><![CDATA[armas de fogo e suicídio]]></category>
		<category><![CDATA[armas de fogo nas mortes de homens]]></category>
		<category><![CDATA[armas e falsa seguranca]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego e crime]]></category>
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		<category><![CDATA[homicídios em são paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[homicídios em minas gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO
 Muitos opinam sobre o crime e as taxas de homicídio; muitos pensam as regiões brasileiras como homogêneas: Sul, Nordeste etc. seriam internamente semelhantes. Não é assim. A violência varia muito dentro da mesma região e as tendências também variam. Não há perfil único nem tendência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conjunturacriminal.wordpress.com&blog=838066&post=1831&subd=conjunturacriminal&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:16pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="font-size:18pt;color:maroon;">A VIOLÊNCIA HOMICIDA NO BRASIL: ECOS DE UM SEMINÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;"> Muitos opinam sobre o crime e as taxas de homicídio; muitos pensam as regiões brasileiras como homogêneas: Sul, Nordeste etc. seriam <em>internamente</em> semelhantes. Não é assim. A violência varia muito <em>dentro </em>da mesma região e as tendências também variam. Não há perfil único nem tendência regional homogênea. Não obstante, há tendências nacionais claras: as taxas brutas de homicídio cresceram linearmente desde 1979 e começaram a descer em 2003, como resultado do Estatuto do Desarmamento. A taxa de 2007 é mais baixa do que a de 2000.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;"> Houve, recentemente, o Primeiro Seminário Nacional sobre Homicídios, em Caruaru, Pernambuco. Uma excelente criminóloga gaúcha, Letícia Maria Schabbach, apresentou um  trabalho cobrindo os três estados do Sul durante um amplo período, de 1980 a 2007. Schabbach mostra que a taxa de homicídios por cem mil hbs varia muito de estado para estado, na mesma região, a Sul. Ela é maior no Paraná e menor em Santa Catarina, Há diferenças nas tendências. A taxa paranaense é quase três vezes a catarinense. Em Santa Catarina, a taxa por 100 mil hbs tem flutuado entre 10 e 12, perto do limite considerado aceitável &#8211; internacionalmente. Acima de 10 por 100 mil hbs. a OMS considera que existe uma epidemia. Santa Catarina é o estado com a taxa de homicídios mais baixa do país.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:16pt;">Há flutuações na região. Em Santa Catarina são “mini-flutuações”. Já o Paraná sofreu uma explosão de homicídios: a taxa começou a crescer em 1998-1999 e, particularmente, a partir de 2000. Com uma taxa de aproximadamente 30 por cem mil hbs, nos últimos quatro anos analisados (2004 a 2007) o Paraná se tornou mais violento do que o Brasil como um todo. Em 2000 era o 16º estado mais violento, mas em 2007 já era o nono.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:16pt;"> O Rio Grande do Sul apresenta um perfil diferente, com flutuações maiores. Houve um crescimento grande entre 1985 e 1991 e uma certa estabilidade durante seis a sete anos. O último ano da série analisada foi 2007, que também foi o mais violento. A situação <em>recente </em>do estado é preocupante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:16pt;">A análise por décadas mostra como a situação deteriorou no Paraná em anos recentes: na década de 90 o Paraná e o Rio Grande do Sul tinham taxas brutas (sobre o total da população) semelhantes – em verdade, a taxa gaúcha era marginalmente mais alta. Porém, na década seguinte o crescimento dos homicídios no Paraná foi acelerado e a taxa bruta passou de 15,3 para 25,8, substancialmente maior do que a do Rio Grande do Sul. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:16pt;">Olhando para <em>todos </em>os estados brasileiros vemos uma tendência demonstrada muitas vezes – os estados com taxas mais altas numa década tendem a ser os mesmos na década seguinte. Porém, não é uma situação estática – há variações. A autora<strong> </strong>apresenta dados para todos os anos em que houve censos e contagens sobre <em>todos </em>os estados brasileiros, o que permite ver, com maior segurança, quais os estados nos que o crescimento foi mais acelerado. Os dados confirmam que houve uma explosão homicida em Alagoas (a que fiz alusão neste jornal) que passou do 11º lugar entre os estados brasileiros em 2000 ao 1º em 2007. A taxa bruta alagoana, de 60,6 por cem mil habitantes, é inaceitável. A taxa existente entre 1991 e 2000 era menos da metade do que é hoje – mais do que dobrou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:16pt;">O Espírito Santo, Pernambuco e o Rio de Janeiro seguiram um padrão diferente. Desde 1980 estão entre os mais violentos. Porém, mesmo entre esses estados com níveis altos e relativamente estáveis de violência, houve mudanças. A taxa bruta do Rio de Janeiro atingiu o auge em 1996, 60 por 100 mil, semelhante à de Alagoas em 2007. O Rio de Janeiro foi o estado mais violento do Brasil naquele ano (posição que ocupou em vários anos da década de 80). Já José Maria Nóbrega mostra que os benefícios do Estatuto do Desarmamento se concentraram no Sudeste e que, no Nordeste, as taxas cresceram ininterruptamente. No Sudeste, as taxas desabaram entre 2003 e 2007, de 36 por cem mil hbs a 23. Usando dados do SIM, organizados pelo Ministério da Saúde, mostra um crescimento entre 2004 e 2007. Segundo a apresentação de outro pesquisador, J. L. Ratton, a situação em Pernambuco começou a ser revertida em 2008, reversão que continua em 2009. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:16pt;">Outra explosão catastrófica da violência homicida se deu no Pará. Em 2000 ocupava o 21º lugar, com uma taxa de 13 por cem mil, aceitável por padrões brasileiros. Em sete anos passou a ser o 7º estado mais violento no país e sua taxa pulou de 13 para 31,2. Na Bahia também cresceu a violência e o estado passou da confortável posição de 23º estado mais violento para 14º.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:16pt;">Há bom exemplos. No ano 2000, São Paulo era o 4º estado mais violento do país; em 2007, é o 25º, o antepenúltimo, acima apenas do Piauí, estado cujas estatísticas não são confiáveis, e de Santa Catarina, o estado com a mais baixa taxa bruta de homicídios do país. A taxa paulista caiu de 42,3 para 15,7. São Paulo se tornou um exemplo internacionalmente famoso de contenção e redução da violência homicida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:16pt;">O Brasil oferece muitos exemplos de fracassos e sucessos de políticas públicas de controle da violência, em geral, e dos homicídios, em particular.  Precisamos estudar muito melhor esses exemplos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:x-large;"><span style="font-size:21px;"><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:16pt;">Gláucio Ary Dillon Soares<br />
</span></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=ef575022-5d7f-8061-af8d-2873bbbe8c35" alt="" /></div>
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